{"id":17125,"date":"2025-09-26T09:27:28","date_gmt":"2025-09-26T12:27:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/?p=17125"},"modified":"2025-09-26T09:27:57","modified_gmt":"2025-09-26T12:27:57","slug":"producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-a-r-443-bi-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/producao-florestal-do-pais-cresce-167-e-chega-a-r-443-bi-em-2024\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o florestal do pa\u00eds cresce 16,7% e chega a R$ 44,3 bi em 2024"},"content":{"rendered":"\n<p>As florestas brasileiras, sejam naturais ou plantadas, geraram produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de R$ 44,3 bilh\u00f5es em 2024. Esse valor representa crescimento de 16,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. J\u00e1 em compara\u00e7\u00e3o com 2019, a produ\u00e7\u00e3o mais que duplicou, chegando a 140% de aumento.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da pesquisa Produ\u00e7\u00e3o da Extra\u00e7\u00e3o Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O aumento do valor de produ\u00e7\u00e3o pode ser explicado pela a associa\u00e7\u00e3o de mais extra\u00e7\u00e3o e pre\u00e7os de venda mais altos.<\/p>\n<p>O levantamento mostra que a silvicultura responde por 84,1% (R$ 37,2 bilh\u00f5es) da produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica florestas, enquanto os demais 15,9% (R$ 7 bilh\u00f5es) s\u00e3o atribu\u00eddos ao extrativismo vegetal. Desde 1998, a produ\u00e7\u00e3o silv\u00edcola supera a extrativa.<\/p>\n<p>Silvicultura \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o retirada de \u00e1reas plantadas, enquanto o extrativismo se refere a \u00e1reas naturais, como matas e florestas. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Barreto Guedes, ressalta que nem toda forma de extra\u00e7\u00e3o vegetal \u00e9 ilegal.<\/p>\n<p>\u201cMuito do extrativismo s\u00e3o extra\u00e7\u00f5es autorizadas\u201d, diz.<\/p>\n<h3>Distribui\u00e7\u00e3o regional<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A pesquisa aponta que 4.921 dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros registraram produ\u00e7\u00e3o florestal. Em termos regionais, o Sul e o Sudeste concentram 65,7% da produ\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n<ul>\n<li>Sudeste: 34,7%<\/li>\n<li>Sul: 31%<\/li>\n<li>Centro-Oeste: 13,5%<\/li>\n<li>Norte: 11,1%<\/li>\n<li>Nordeste: 9,7%<\/li>\n<\/ul>\n<p><br \/>Com uma produ\u00e7\u00e3o de R$ 8,5 bilh\u00f5es em 2024, Minas Gerais responde por 22,8% do total produzido pelo pa\u00eds e ocupa o topo do ranking entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, seguida pelo Paran\u00e1, com R$ 6,3 bilh\u00f5es (17% do total nacional).<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios, a lista \u00e9 liderada pela cidade paranaense General Carneiro, com R$ 674,4 milh\u00f5es. O ranking segue com Tr\u00eas Lagoas (MS), Jo\u00e3o Pinheiro (MG), Brasil\u00e2ndia (MS) e Buritizeiro (MG). Todos alcan\u00e7am a posi\u00e7\u00e3o de destaque por causa da produ\u00e7\u00e3o proveniente de \u00e1reas plantadas.<\/p>\n<h3>Atividade madeireira<\/h3>\n<p><br \/>A produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da silvicultura \u00e9 quase que toda (98,3%) de atividade madeireira. Dentro desse grupo, a produ\u00e7\u00e3o de papel e celulose tem a maior participa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Madeira em tora para papel e celulose (40,1%)<\/li>\n<li>Madeira em tora para outras finalidades: (24,5%)<\/li>\n<li>Carv\u00e3o vegetal: (21,4%)<\/li>\n<li>Lenha: (12,2%)<\/li>\n<li>Outros: (1,7%)<\/li>\n<\/ul>\n<p><br \/>A produ\u00e7\u00e3o de madeira em tora para papel e celulose foi recorde em 2024, chegando a 122,1 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m\u00b3). S\u00e3o n\u00fameros que ajudam o Brasil ser campe\u00e3o mundial em exporta\u00e7\u00e3o de celulose \u2500 principal mat\u00e9ria-prima da ind\u00fastria de papel. Desde 2022, o pa\u00eds superou o Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Em 2024, o Brasil vendeu para o exterior 19,7 milh\u00f5es de toneladas, gerando US$ 10,6 bilh\u00f5es. Os principais destinos foram China (43,7%), Estados Unidos (15,8%), It\u00e1lia (8,8%) e Pa\u00edses Baixos (8,3%).<\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, a posi\u00e7\u00e3o de destaque do Brasil na produ\u00e7\u00e3o de celulose foi alcan\u00e7ada \u201cdevido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e de solo favor\u00e1veis para o crescimento r\u00e1pido de florestas, aliadas a investimentos em pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional\u201d.<\/p>\n<p>Celulose \u00e9 um dos 700 produtos que ficaram de fora da lista do tarifa\u00e7o imposto pelos Estados Unidos em agosto de 2025, que imp\u00f5e taxa de at\u00e9 50% em cima de parte das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<h3>\u00c1rea plantada<\/h3>\n<p><br \/>A \u00e1rea de floresta plantada para silvicultora no Brasil chega a 9,9 milh\u00f5es de hectares (ha), em 3.552 munic\u00edpios. Para ter dimens\u00e3o, \u00e9 praticamente o tamanho do estado de Pernambuco. Dessa \u00e1rea, 77,6% s\u00e3o dedicados ao cultivo do eucalipto, \u00e0 frente de pinus (18,6%) e outras esp\u00e9cies (3,8%).<\/p>\n<p>O eucalipto \u00e9 a madeira utilizada em praticamente toda obten\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal (98,4%), 86,9% da lenha e 87,4% para papel e celulose.<\/p>\n<p>O analista Carlos Alfredo Guedes aponta que essa prefer\u00eancia se explica por caracter\u00edsticas da esp\u00e9cie, incluindo o tempo necess\u00e1rio para cultivo.<\/p>\n<p>\u201cO eucalipto tem muita diversidade de uso e um crescimento muito r\u00e1pido, em torno de sete a oito anos. Se adaptou muito bem aqui em solo brasileiro, se adaptou muito bem ao clima\u201d, diz Guedes, comparando com o pinus, que leva de dez a 12 anos para ser colhido.<\/p>\n<p>Minas Gerais \u00e9 o estado com maior \u00e1rea de eucalipto plantado, com 2,1 milh\u00f5es de ha, ou seja, \u00e9 como se houvesse um Sergipe de eucalipto dentro de Minas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o munic\u00edpio com maior floresta plantada da esp\u00e9cie \u00e9 Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul. S\u00e3o 380,7 mil ha, quase duas vezes a \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h3>Extrativismo vegetal<\/h3>\n<p><br \/>No extrativismo vegetal, a atividade madeireira tamb\u00e9m \u00e9 a predominante, com 65,6% dos R$ 7 bilh\u00f5es gerados. Em seguida, o outro grupo de destaque \u00e9 formado pelos produtos aliment\u00edcios, que respondem 28,6% do valor gerado (R$ 2,0 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Dentro desse grupo, metade \u00e9 representado pelo a\u00e7a\u00ed (50,9%). Em seguida figuram erva-mate (26%) e castanha-do-par\u00e1 (9,7%).<\/p>\n<p>\u201cO a\u00e7a\u00ed amaz\u00f4nico \u00e9 coletado de uma palmeira nativa regional, concentrando 92,9% de sua extra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o Norte. Em 2024, essa produ\u00e7\u00e3o foi de 247,5 mil toneladas\u201d, frisa o IBGE.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 registrou a maior produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed, com 168,5 mil toneladas (68,1% do total nacional). Dos dez munic\u00edpios com maiores volumes, oito s\u00e3o paraenses.<\/p>\n<p>Limoeiro do Ajuru, no nordeste do estado, ostenta o t\u00edtulo de maior produtor brasileiro, com 20,2% de tudo o que foi extra\u00eddo de a\u00e7a\u00ed no pa\u00eds em 2024.<\/p>\n<p>J\u00e1 a extra\u00e7\u00e3o de erva-mate \u00e9 concentrada na regi\u00e3o Sul e alcan\u00e7ou produ\u00e7\u00e3o de 377,4 mil toneladas em 2024. O Paran\u00e1 \u00e9 o campe\u00e3o nacional, com 85,8% da produ\u00e7\u00e3o brasileira. O munic\u00edpio com maior volume extra\u00eddo foi o paranaense S\u00e3o Mateus do Sul, representando 17,2% do extra\u00eddo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celulose \u00e9 o principal produto exportado<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":17126,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17125"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17125"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17125\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17128,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17125\/revisions\/17128"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}