{"id":17266,"date":"2025-10-03T08:57:28","date_gmt":"2025-10-03T11:57:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/?p=17266"},"modified":"2025-10-03T08:57:29","modified_gmt":"2025-10-03T11:57:29","slug":"vendas-do-dia-das-criancas-devem-crescer-11-e-movimentar-r-996-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/vendas-do-dia-das-criancas-devem-crescer-11-e-movimentar-r-996-bi\/","title":{"rendered":"Vendas do Dia das Crian\u00e7as devem crescer 1,1% e movimentar R$ 9,96 bi"},"content":{"rendered":"\n<p>As vendas para o Dia das Crian\u00e7as, no pr\u00f3ximo dia 12, devem movimentar R$ 9,96 bilh\u00f5es no com\u00e9rcio, o que representa alta de 1,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, quando as compras somaram R$ 9,85 bilh\u00f5es. Caso a expectativa se confirme, ser\u00e1 a melhor data dos \u00faltimos 12 anos.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o divulgada nesta quarta-feira (1\u00ba) \u00e9 da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC). Os quase R$ 10 bilh\u00f5es esperados s\u00f3 ficam atr\u00e1s de 2014 (R$ 10,5 bilh\u00f5es). Os valores s\u00e3o reais, isto \u00e9, j\u00e1 incluem a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo.<\/p>\n<p>O Dia das Crian\u00e7as \u00e9 a terceira data mais importante para o com\u00e9rcio, ficando apenas atr\u00e1s do Natal (R$ 72,8 bilh\u00f5es em 2024) e do Dia das M\u00e3es (R$ 14,5 bilh\u00f5es em 2025).<\/p>\n<p>De acordo com a CNC, a maior fatia das vendas ir\u00e1 para o setor de vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados, representando 27% do montante. Veja abaixo a expectativa para cada segmento:<\/p>\n<ul>\n<li>Vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios: R$ 2,71 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>Eletroeletr\u00f4nicos e brinquedos: R$ 2,66 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>Farm\u00e1cias, perfumarias e cosm\u00e9ticos: R$ 2,15 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>M\u00f3veis e Eletrodom\u00e9sticos: R$ 1,29 bilh\u00e3o<\/li>\n<li>Hiper e supermercados: R$ 690 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Outros segmentos: R$ 45 milh\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Freio dos juros<\/h3>\n<p><br \/>De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, apesar de as vendas esperadas serem as maiores em mais de dez anos, o aumento de 1,1% na passagem de 2024 para 2025 poderia ser maior, se n\u00e3o fosse o cen\u00e1rio atual de juros altos e infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA infla\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 onde a gente quer, e os juros, justamente por conta disso, est\u00e3o tamb\u00e9m em um patamar que ningu\u00e9m deseja, um patamar muito elevado. Ent\u00e3o, a combina\u00e7\u00e3o desses dois fatores explica por que as vendas n\u00e3o v\u00e3o acelerar este ano, mesmo com o mercado de trabalho t\u00e3o bom\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Bentes explica que o juro elevado faz o cr\u00e9dito ficar mais caro e for\u00e7a o consumidor a fazer escolhas: \u201cVai parcelar o brinquedo, vai pagar o cart\u00e3o de cr\u00e9dito? Se os juros estiverem l\u00e1 em cima, o sujeito tem que colocar o p\u00e9 no freio naquilo que n\u00e3o \u00e9 considerado essencial para ele, e isso acaba prejudicando o com\u00e9rcio. O preju\u00edzo acaba sendo maior para o comerciante que vende produtos financiados\u201d, aponta.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central argumenta que mant\u00e9m a taxa b\u00e1sica de juros, a taxa Selic, em 15% ao ano, para conter a infla\u00e7\u00e3o. A varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os somou 5,13% nos 12 meses encerrados em agosto, o que supera o teto da meta, de 4,5%.<\/p>\n<h3>Cr\u00e9dito caro e inadimpl\u00eancia<\/h3>\n<p><br \/>A CNC frisa que o juro alto causa um processo de encarecimento do cr\u00e9dito, o que deixou a taxa m\u00e9dia para o consumidor em 57,65% ao ano no \u00faltimo m\u00eas de julho, o maior patamar para esse m\u00eas desde o ano de 2017, de acordo com dados do Banco Central.<\/p>\n<p>A confedera\u00e7\u00e3o acrescenta que o patamar dos juros tamb\u00e9m impacta no n\u00edvel de inadimpl\u00eancia. O percentual de fam\u00edlias com contas em atraso atingiu 30,4%, o maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), iniciada em 2010.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do Dia das Crian\u00e7as, a CNC lembra que o com\u00e9rcio no pa\u00eds apresenta quatro meses seguidos de recuo nas vendas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<h3>Infla\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as<\/h3>\n<p><br \/>O levantamento da CNC estima que a infla\u00e7\u00e3o dos produtos t\u00edpicos das vendas de Dia das Crian\u00e7as foi superior ao \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), com alta de 8,5%, em m\u00e9dia, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 data em 2024.<\/p>\n<p>Dos 11 itens assinalados, quatro t\u00eam infla\u00e7\u00e3o esperada no campo de dois d\u00edgitos:<\/p>\n<ul>\n<li>Chocolates: 24,7%<\/li>\n<li>Doces: 13,9%<\/li>\n<li>Lanche: 10,9%<\/li>\n<li>Cinema, teatro e concertos: 10,3%<\/li>\n<\/ul>\n<p>F\u00e1bio Bentes explica que essa infla\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 consolidada, ou seja, foi formada ao longo dos \u00faltimos 11 meses. Sobre o chocolate, ele aponta que o aumento no pre\u00e7o \u00e9 relacionado a quest\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>\u201cO chocolate tem na produ\u00e7\u00e3o uma commodity [mat\u00e9rias-primas negociadas com cota\u00e7\u00f5es internacionais], o cacau. Sempre que a gente tem algum choque no pre\u00e7o de uma commodity dessas, a gente acaba tendo uma repercuss\u00e3o no pre\u00e7o no mercado interno\u201d, aponta. \u201cExistem dezenas, talvez centenas ou milhares de marcas desse produto, vale a boa e velha pesquisa de pre\u00e7o\u201d, sugere Bentes.<\/p>\n<p>J\u00e1 itens considerados carros-chefe das vendas, como brinquedos (4,1%) e roupas infantis (3,3%), ter\u00e3o infla\u00e7\u00e3o menor que o \u00edndice geral, segundo estimativa da CNC.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CNC aponta juros e infla\u00e7\u00e3o como obst\u00e1culos para expans\u00e3o maior<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":17267,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17266"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17266"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17266\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17268,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17266\/revisions\/17268"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}