{"id":3377,"date":"2020-08-11T15:56:38","date_gmt":"2020-08-11T18:56:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/?p=3377"},"modified":"2020-08-11T15:59:16","modified_gmt":"2020-08-11T18:59:16","slug":"industria-do-amazonas-e-a-primeira-a-voltar-ao-nivel-pre-pandemia-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/industria-do-amazonas-e-a-primeira-a-voltar-ao-nivel-pre-pandemia-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria do Amazonas \u00e9 a primeira a voltar ao n\u00edvel pr\u00e9-pandemia, diz IBGE"},"content":{"rendered":"\n<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial cresceu em junho em 14 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Est\u00e1tica). Quase todos eles, por\u00e9m, seguem em patamar inferior ao verificado antes do in\u00edcio da pandemia. Apenas o Amazonas conseguiu recuperar todas as perdas.<\/p>\n\n\n\n<p>Influenciada pela produ\u00e7\u00e3o de carros e caminh\u00f5es, a ind\u00fastria brasileira teve alta de 8,9% em junho, o segundo m\u00eas de alta seguida. Apesar de ter crescido 17,9% entre maio e junho, por\u00e9m, a produ\u00e7\u00e3o industrial ainda est\u00e1 13,5% abaixo do verificado antes do in\u00edcio da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A ind\u00fastria, desde maio, segue um crescimento no intuito de compensar as perdas. Ainda estamos na pandemia, ainda h\u00e1 isolamento, mas no caminho para um retorno da produ\u00e7\u00e3o nos patamares anteriores&#8221;, disse Bernardo Almeida, analista da pesquisa divulgada nesta ter\u00e7a-feira (11) pelo IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o instituto, os maiores avan\u00e7os em junho foram verificados no Amazonas e no Cear\u00e1, com alta de 65,7% e 39,2%, respectivamente. No Amazonas, foi a taxa mais alta desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3ria da pesquisa, influenciada pela venda de bebidas e motos, principalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Almeida, a alta na produ\u00e7\u00e3o industrial amazonense teve forte influ\u00eancia do segmento de fabrica\u00e7\u00e3o de xaropes para elabora\u00e7\u00e3o de bebidas, segmento bastante afetado pela crise no mercado interno. No caso das motos, ele diz que a recupera\u00e7\u00e3o pode ter tamb\u00e9m impacto do mercado externo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos dois meses, a produ\u00e7\u00e3o industrial no estado quase dobrou, com alta de 95,1%, recuperando as perdas realizadas no pico da pandemia. O estado foi um dos primeiros atingidos pelo novo coronav\u00edrus no pa\u00eds, em um ritmo de contamina\u00e7\u00e3o que gerou colapso no sistema de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi tamb\u00e9m um dos primeiros a retomar as atividades paralisadas nos piores momentos da crise. Na sexta (7), o estado completou um m\u00eas de volta \u00e0s aulas, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Almeida diz que as caracter\u00edsticas espec\u00edficas da ind\u00fastria do Amazonas, onde est\u00e1 localizada a Zona Franca de Manaus, dificultam compara\u00e7\u00f5es com outros estados. &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o dos outros locais vai depender das especificdades  de cada um&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Grande do Sul (12,6%), S\u00e3o Paulo (10,2%) e Santa Catarina (9,1%) tamb\u00e9m mostraram expans\u00f5es mais intensas do que a m\u00e9dia nacional (8,9%). Apenas Mato Grosso teve desempenho negativo, com queda de 0,8%, influenciada pela ind\u00fastria de alimentos, que n\u00e3o teve corte de produ\u00e7\u00e3o durante a crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com junho de 2019, por\u00e9m, o resultado ainda \u00e9 negativo em 12 ou 15 locais pesquisados, indicando, segundo o gerente do IBGE, que o ritmo da produ\u00e7\u00e3o industrial no pa\u00eds permanece influenciado pelos efeitos do isolamento social, apesar da retomada gradativa nos \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve alta apenas em Goi\u00e1s (5,4%), Pernambuco (2,8%) e Mato Grosso (1,6%). Nesta compara\u00e7\u00e3o, Esp\u00edrito Santo (-32,4%) e Cear\u00e1 (-22,1%) assinalaram os recuos mais intensos. Em S\u00e3o Paulo, a queda \u00e9 de 11,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem sido suficiente para melhorar o ambiente do mercado de trabalho brasileiro, que fechou o segundo trimestre com 8,9 milh\u00f5es de vagas a menos, segundo informou o IBGE na semana passada. Foi a maior queda do n\u00famero de brasileiros ocupados da hist\u00f3ria da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O desemprego subiu a 13,1, mas a taxa ainda \u00e9 distorcida pelo recorde de brasileiros que desistiram de procurar trabalho, seja por medo da pandemia, seja por acharem que n\u00e3o encontrar\u00e3o vagas nas cidades onde vivem. Para economistas, sem esse recorde, a taxa hoje seria de 21,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>As montadoras, por exemplo, t\u00eam fechado vagas e reajustado seus processos fabris mesmo com a retomada da produ\u00e7\u00e3o. Apenas em julho, foram fechadas 1.484 vagas no setor. O maior corte ocorreu na Renault, com 747 funcion\u00e1rios desligados.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores), houve 3.500 demiss\u00f5es ao longo da pandemia. Nos \u00faltimos 12 meses, cerca de 6.000 postos de trabalho foram fechados nas montadoras.<\/p>\n\n\n\n<p><br><br>Fonte: <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Folha S. Paulo (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2020\/08\/industria-do-amazonas-e-a-primeira-a-voltar-ao-nivel-pre-pandemia-diz-ibge.shtml\" target=\"_blank\">Folha S. 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