{"id":6809,"date":"2022-03-28T10:34:42","date_gmt":"2022-03-28T13:34:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/?p=6809"},"modified":"2022-03-28T10:34:43","modified_gmt":"2022-03-28T13:34:43","slug":"atacarejo-cresce-e-ja-domina-40-da-venda-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/atacarejo-cresce-e-ja-domina-40-da-venda-de-alimentos\/","title":{"rendered":"Atacarejo cresce e j\u00e1 domina 40% da venda de alimentos"},"content":{"rendered":"\n<p>E a perspectiva \u00e9 de que esse modelo ganhe ainda mais participa\u00e7\u00e3o, chegando a 50% das vendas nos pr\u00f3ximos anos. &#8220;Em meio \u00e0 press\u00e3o inflacion\u00e1ria, o \u00fanico formato que conseguiu ser resiliente foi o atacarejo&#8221;, comenta Roberto Tamaso, s\u00f3cio da McKinsey. Segundo o especialista, o estudo deixa claro que, no futuro pr\u00f3ximo, n\u00e3o h\u00e1 perspectiva de que a sensibilidade do consumidor ao quesito pre\u00e7o venha a diminuir.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os consumidores est\u00e3o dispostos a comprar produtos mais econ\u00f4micos. O varejo ter\u00e1 de ter oferta de produto, e isso tamb\u00e9m abre a possibilidade para a marca pr\u00f3pria&#8221;, diz o executivo. A pesquisa mostrou que 70% dos consumidores est\u00e3o buscando melhores pre\u00e7os e que 40% se dizem abertos a comprar op\u00e7\u00f5es mais econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<h4><br>FAZENDO AS CONTAS<\/h4>\n\n\n\n<p>O aposentado Almir Cornachioni, de 62 anos, tem aumentado a frequ\u00eancia de visitas \u00e0 loja do Assa\u00ed, no bairro Aricanduva, onde mora para driblar o aumento da infla\u00e7\u00e3o. &#8220;O atacarejo \u00e9 mais barato. S\u00e3o quatro casas no mesmo quintal e oito pessoas da fam\u00edlia, nos agrupamos para fazer as compras&#8221;, conta. A prefer\u00eancia, em tempos de or\u00e7amento apertado, tem raz\u00e3o de ser: segundo recente pesquisa da Nielsen, os produtos b\u00e1sicos s\u00e3o, em m\u00e9dia, 15% mais baratos nos atacarejos do que em supermercados e hipermercados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 aposentado e vive perto da unidade que frequenta, ele corre ao Assa\u00ed muitas vezes por semana, especialmente quando recebe cupons de desconto pelo WhatsApp. Ele tem ajudado at\u00e9 nas compras dos vizinhos. &#8220;Quando estou indo ao mercado, minha vizinha pede para ver o pre\u00e7o de alguns produtos. Eu mando o valor e \u00e0s vezes ela me faz um Pix para eu levar para ela&#8221;, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a McKinsey classifica o atacarejo como um vencedor na crise. &#8220;\u00c9 um formato que deu certo e tudo indica que vai continuar a crescer&#8221;, afirma Bruno Furtado, s\u00f3cio da consultoria. Depois de as grandes redes j\u00e1 terem avan\u00e7ado nas capitais brasileiras, a tend\u00eancia agora \u00e9 de avan\u00e7o no interior dos Estados, comenta. Outra constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de que hoje o modelo faz parte do dia a dia de todas as classes sociais, e n\u00e3o s\u00f3 da baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A musicista Geraldine Ruiz, moradora da zona morte de S\u00e3o Paulo, \u00e9 cliente de atacarejo h\u00e1 cinco anos. &#8220;Quando tem algum produto com pre\u00e7o bom, preferimos comprar no atacado e estocar em casa, pois sabemos que a infla\u00e7\u00e3o vai salgar no m\u00eas seguinte. Produtos como \u00f3leo e caf\u00e9 est\u00e3o nessa estrat\u00e9gia&#8221;, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio-fundador da consultoria em varejo Varese, Alberto Serrentino afirma que o atacarejo tem ganhado for\u00e7a no Brasil desde a crise de 2015. Na \u00e9poca, 47% das fam\u00edlias brasileiras costumavam visitar essas lojas, porcentual que subiu para 65% no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Serrentino diz que a agressiva abertura de lojas tamb\u00e9m auxiliou o setor. &#8220;O atacarejo ganhou muito por conta da expans\u00e3o. Foi um formato agressivo em aberturas de lojas e migra\u00e7\u00e3o, o que faz com que o market share (participa\u00e7\u00e3o de mercado) cres\u00e7a.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h4><br>FATURAMENTO<\/h4>\n\n\n\n<p>As mais de 2 mil lojas de atacarejo no Brasil faturaram R$ 230 bilh\u00f5es no ano passado, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Atacadistas de Autosservi\u00e7os (Abaas) e da Nielsen IQ. A expans\u00e3o do n\u00famero de lojas foi forte: 26% apenas em 2021, especialmente nas regi\u00f5es Norte e Sul, al\u00e9m dos Estados de Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>No Norte, o grande nome do segmento \u00e9 o Grupo Mateus, que tem colocado o p\u00e9 no acelerador desde que abriu seu capital, em 2020. Hoje, o grupo possui 210 lojas. Mais da metade est\u00e1 no Maranh\u00e3o, onde a rede foi fundada e det\u00e9m 80% de participa\u00e7\u00e3o no setor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vamos entendendo as novas possibilidades de faturamento e onde \u00e9 poss\u00edvel entrar com um determinado n\u00edvel de competitividade. \u00c9 um equil\u00edbrio das contas e vamos preenchendo as rotas&#8221;, afirma Sandro Oliveira, diretor executivo da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra &#8220;onda&#8221; de novas lojas de atacarejo est\u00e1 vindo com a venda dos pontos do Extra Hiper para o Assa\u00ed &#8211; a bandeira de atacarejo pertence ao franc\u00eas Casino, mas foi desmembrada do Grupo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar (GPA) no Brasil. O Assa\u00ed, que tem hoje 216 lojas, prev\u00ea abrir mais 50 unidades neste ano, n\u00famero recorde.<\/p>\n\n\n\n<p>Diretor regional do Assa\u00ed, Luiz Carlos Ara\u00fajo afirma que o modelo tem sido bem recebido por toda a parcela da popula\u00e7\u00e3o. Agora, uma das estrat\u00e9gias \u00e9 agregar mais servi\u00e7os \u00e0s unidades, como o de a\u00e7ougue. &#8220;O cliente j\u00e1 exige um padr\u00e3o melhor, mas n\u00e3o podemos perder a ess\u00eancia, que \u00e9 de ser de custo baixo&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o GPA desistiu do formato de hipermercado. &#8220;Passamos por profundas mudan\u00e7as e tomamos importantes decis\u00f5es para o futuro dos neg\u00f3cios do grupo. Iniciamos o ano com a cis\u00e3o do neg\u00f3cio de atacarejo (Assa\u00ed) e finalizamos um ciclo com a descontinuidade do formato de hipermercados do grupo no Brasil, suportados por uma an\u00e1lise de m\u00e9dio e longo prazos das tend\u00eancias do varejo&#8221;, afirma o diretor de opera\u00e7\u00f5es do GPA, Frederic Garcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi com a chegada de uma loja perto de casa que a advogada Maria Carolina Garcia mudou suas compras. Na regi\u00e3o do Tatuap\u00e9, um Extra mudou para Assa\u00ed. Gr\u00e1vida no in\u00edcio da pandemia e trabalhando no setor da avia\u00e7\u00e3o, um dos mais afetados pela crise, buscou economia no atacarejo. &#8220;O que tamb\u00e9m gosto \u00e9 que temos a possibilidade de outras marcas n\u00e3o t\u00e3o famosas, mas tamb\u00e9m boas&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><br><br>Fonte: <a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/estadao-conteudo\/2022\/03\/28\/atacarejo-cresce-e-ja-domina-40-da-venda-de-alimentos.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.uol.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um ambiente de infla\u00e7\u00e3o e de queda da renda, o atacarejo ganhou espa\u00e7o entre os brasileiros. A busca incessante pelos pre\u00e7os mais baixos garantiu uma alta de 10% ao formato no ano passado, contra uma queda de 2,4% do varejo alimentar como um todo, segundo estudo da McKinsey obtido com exclusividade pelo Estad\u00e3o. Com isso, em um ano, a fatia do atacarejo no varejo de alimentos saltou de 35% para 40%. Hoje, s\u00e3o mais de 2 mil lojas desse perfil pelo Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6810,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6809"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6809"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6809\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6811,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6809\/revisions\/6811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.confere.org.br\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}