Tendências do varejo para 2026 mudam a experiência de compra

As tendências do varejo para 2026 revelam um consumidor mais atento, exigente e analítico, impulsionado por restrições orçamentárias, maior acesso à informação e novas referências de conveniência e valor. Sem dúvidas, nesse cenário, a experiência de compra passa por mudanças profundas, guiadas por tecnologia estratégica, jornadas simplificadas, personalização avançada, recommerce, confiança e novas formas de descoberta, que transformam o varejo em um ecossistema mais integrado, inteligente e sensorial.

A partir dos sinais apresentados por consultorias, especialistas e eventos do setor, o varejo entra em 2026 pressionado a oferecer experiências fluidas, consistentes e contextualizadas — ou seja, alinhadas às expectativas de um consumidor que sabe comparar, negociar e decidir com precisão.

Tendências do varejo para 2026

  1. Valor mais amplo e o novo consumidor analítico
  2. Jornada simples e fluida como diferencial competitivo
  3. Fidelização orientada ao vínculo
  4. Durabilidade e recommerce na experiência
  5. Bem-estar e ambientes sensoriais
  6. Tecnologia com propósito e IA invisível
  7. Personalização avançada e consumidor “Eu S.A.”
  8. Retail Media e descoberta sem busca
  9. Marcas próprias premium e confiança
  10. Servitização e expansão de serviços no PDV
  11. Impactos diretos na experiência de compra

Valor e o novo consumidor analítico como tendências do varejo para 2026


As Tendências do varejo para 2026 apontam que valor deixou de significar apenas preço. O consumidor utiliza pesquisas, comparações e combinações de canais para maximizar o orçamento. Ele observa origem, propósito, durabilidade, qualidade percebida e relação custo por uso. Além disso, aprende a “hackear valor”, alternando entre atacarejo, apps e varejo tradicional. Ou seja, esse comportamento exige que o varejo comunique procedência, garantia, diferencial e benefícios reais, reforçando confiança e clareza.

Jornada simples e fluida como diferencial competitivo


Dentro das tendências do varejo para 2026, a conveniência ganha centralidade. O consumidor deseja processos contínuos, sem fricção, que conectam redes sociais, loja física, aplicativos e atendimento. Estoque atualizado, retirada rápida, trocas descomplicadas e atendimento padronizado tornam-se fatores decisivos. Portanto, a capacidade de oferecer uma jornada coesa transforma-se em vantagem competitiva direta.


Fidelização orientada ao vínculo


As Tendências do varejo para 2026 mostram que fidelizar deixou de ser somar pontos. O consumidor busca reconhecimento, personalização e benefícios práticos, além de relacionamento humanizado e contínuo. Modelos como membership leve, recompensas simples e vantagens contextuais geram engajamento. Assim, a fidelidade passa a ser construída por relevância, proximidade e atenção ao histórico real de cada cliente.

Durabilidade e recommerce na experiência


A durabilidade se consolida como novo símbolo de valor. O consumo consciente reforça recommerce, devoluções com incentivo e serviços de manutenção. Essas práticas ampliam o ciclo de vida do produto, fortalecem a credibilidade e criam novos pontos de contato. Dentro das Tendências do varejo para 2026, essa lógica contribui para uma jornada mais sustentável e alinhada ao desejo do cliente de minimizar excessos.

Bem-estar e ambientes sensoriais


O excesso de estímulos cansa o consumidor. As Tendências do varejo para 2026 destacam a busca por experiências leves, acolhedoras e autênticas. Ambientes organizados por mood, iluminação equilibrada, aromas, texturas e atendimento empático fortalecem a conexão emocional. A economia de aura transforma a loja em espaço de pausa, reforçando memória, vínculo e bem-estar.

Tecnologia com propósito e IA invisível como tendências do varejo para 2026


A tecnologia se torna núcleo estratégico e as Tendências do varejo para 2026 indicam que a IA deixa de ser novidade e passa a operar como base da tomada de decisão. Em outras palavras, ela prevê demanda, ajusta preços, personaliza ofertas, organiza sortimento e analisa o movimento do consumidor em tempo real. Entretanto, o ponto crucial é que o cliente não quer “ver” tecnologia, mas sentir fluidez. Por isso, a IA invisível — integrada, contextual e automática — torna-se expectativa natural.

Personalização avançada e consumidor “Eu S.A.”


A hiperpersonalização 2.0 redefine interações. Com dados primários coletados diretamente nas jornadas de compra, as empresas conseguem direcionar ofertas com precisão. As Tendências do varejo para 2026 mostram que consumidores esperam antecipação e recomendações em tempo real. Seja na farmácia sugerindo vitaminas adequadas ao perfil, seja no supermercado oferecendo ofertas personalizadas, a personalização avança como fator de conversão e fidelidade.

Retail Media e descoberta sem busca


A descoberta de produtos muda radicalmente porque a influência de vídeos curtos e o avanço do social commerce moldam as tendências do varejo para 2026, tornando feeds e algoritmos essenciais para despertar interesse. Isto é, a jornada passa a começar nas redes. Além disso, o futuro “sem busca”, impulsionado por IA, desloca a otimização de SEO para GEO, onde o desafio deixa de ser ser encontrado e passa a ser ser escolhido por mecanismos autônomos de recomendação.

Tendências do varejo para 2026 também inclui confiança


As tendências do varejo para 2026 reforçam o avanço das marcas próprias, que deixam de ser alternativas econômicas e se tornam escolhas de alta credibilidade. Portfólios sofisticados, embalagens avançadas e qualidade percebida impulsionam a preferência em categorias como mantimentos, vestuário e produtos domésticos. A confiança emerge como motor de rentabilidade, diretamente conectado à consistência, transparência e justiça nos preços praticados.

Servitização e expansão de serviços no PDV


O ponto de venda se transforma em destino multifuncional. A servitização aparece entre as Tendências do varejo para 2026, ampliando o papel de supermercados, farmácias e lojas especializadas. Atendimento clínico, espaços gourmet, cafés e serviços agregados fortalecem fluxo, diferenciação e experiência. Portanto, ao entregar conveniência ampliada, o PDV se torna um ecossistema de soluções.

Impactos diretos na experiência de compra


Ao integrar todas as Tendências do varejo para 2026, a experiência de compra torna-se mais fluida, personalizada, analítica e sensorial. Ou seja, consumidores esperam jornadas contínuas, recomendações precisas, ambientes acolhedores, transparência, propósito e respostas imediatas. Varejistas e indústrias precisam tomar decisões baseadas em dados, eliminar fricção, fortalecer confiança e oferecer valor ampliado. Assim, o varejo entra em 2026 guiado por um consumidor que exige precisão e recompensa marcas capazes de entregar cuidado, contexto e relevância.

Fonte: Super Varejo

Governo Central registra déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro

As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentaram déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro de 2025. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional.

No mesmo mês de 2024, o resultado, em termos nominais, foi também deficitário, mas em menor volume (R$ 4,5 bilhões).

De acordo com o Tesouro, o resultado obtido em novembro do ano corrente ficou “acima da mediana das expectativas” da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que indicava déficit de R$ 12,7 bilhões.

“O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 1,1 bilhão, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 21,3 bilhões. Comparado a novembro de 2024, o resultado primário decorreu da combinação de um decréscimo real de 4,8% da receita líquida (-R$ 8,4 bilhões) e de um crescimento de 4,0% das despesas totais (+R$ 7,1 bilhões)”, informou o Tesouro.

Essa redução real da receita líquida em novembro de 2025 foi obtida em boa parte, segundo o Tesouro, devido à queda de 52,5% das receitas não administradas (-R$ 16,7 bilhões), “em razão da queda nos recebimentos de Dividendos e Participações (-R$ 6,9 bilhões), Concessões e Permissões (-R$ 4,7 bilhões) e Demais (-R$ 5,7 bilhões)”.

Contribuíram para o aumento real das despesas primárias:

  • Despesas discricionárias do Poder Executivo (+ R$ 3,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões apenas na área de saúde);
  • Pagamentos de benefícios previdenciários (+ R$ 3 bilhões, decorrente do aumento do número de beneficiários e pelos reajustes reais do salário mínimo).

Contribuíram para mitigar o crescimento das despesas primárias:

  • Rubricas obrigatórias com controle de fluxo (- R$ 2,2 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões relativos ao Programa Bolsa Família);
  • Créditos Extraordinários (- R$ 1,6 bilhão), em razão da ausência, em 2025, de pagamentos associados às ações de enfrentamento à calamidade no Rio Grande do Sul realizadas em novembro de 2024.

O desempenho no caso da arrecadação previdenciária líquida foi sustentado pela evolução favorável do mercado de trabalho e pelo aumento dos recolhimentos do Simples Nacional previdenciário.

“O aumento real nas despesas primárias observado no mês de novembro de 2025 concentrou-se nas despesas Discricionárias do Poder Executivo (+R$ 3,9 bilhões), majoritariamente em ações da função Saúde (+R$ 3,2 bilhões), e nos pagamentos de Benefícios Previdenciários (+R$ 3,0 bilhões), explicado pelo aumento do número de beneficiários e pelos reajustes reais do salário mínimo”, detalhou o Tesouro.

O déficit primário do Governo Central no acumulado do ano (até o mês de novembro) ficou em R$ 83,8 bilhões. No mesmo período de 2024, o déficit, em termos nominais, somou R$ 67 bilhões.

Este resultado decorre de um superávit de R$ 244,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central e do déficit de R$ 328,3 bilhões na Previdência Social (RGPS). “Em termos reais, a receita líquida cresceu 2,9% (+R$ 60,2 bilhões), enquanto a despesa avançou 3,4% (+R$ 71,9 bilhões)”, explicou o Tesouro.

Já a expansão real da receita líquida acumulada até novembro se deve aos aumentos reais de 4,5% das receitas administradas pela Receita (+ R$ 72,8 bilhões) e de 5,4% da arrecadação líquida para o RGPS (+ R$ 31,7 bilhões).

Com relação às receitas administradas, destacaram-se:

  • Imposto sobre a Renda (+ R$ 37,3 bilhões);
  • Imposto sobre operações financeiras (+ R$ 13,4 bilhões);
  • Imposto de Importação (+ R$ 9,4 bilhões);
  • Outras receitas administradas (+ R$ 12,9 bilhões).

As receitas não administradas acumularam decréscimo real de 6,9% (-R$ 21,6 bilhões). O resultado se deve a fatores como:

  • Redução em dividendos e participações (- R$ 12,3 bilhões);
  • Queda de R$ 11,6 bilhões nas demais receitas;
  • Redução em concessões;
  • Permissões (- R$ 3,7 bilhões);
  • Crescimento das receitas de exploração de recursos naturais (+ R$ 6,9 bilhões).

Fonte: Agência Brasil

Nova diretoria do Core-MA toma posse para o triênio 2026–2028

Na manhã do dia 22 de dezembro, foi realizada a solenidade de posse da nova diretoria do Core-MA, eleita para o triênio 2026–2028. O evento marcou o início de uma nova gestão à frente da autarquia, responsável pela fiscalização e fortalecimento da profissão no Maranhão.

Em seu pronunciamento, o novo diretor-presidente, Samuel Martins Costa, reafirmou o compromisso da diretoria em manter a categoria unida e fortalecida, além de intensificar a atuação institucional em defesa do reconhecimento e da valorização do representante comercial na sociedade.

A nova Diretoria Executiva do Core-MA é composta por Samuel Martins Costa, como diretor-presidente; Antônio Cavalcanti Lopes Neto, como diretor-secretário; e Reginaldo Pacheco de Sousa, como diretor-tesoureiro.

Confira a relação completa dos novos dirigentes do Core-MS:

Diretoria Executiva:

Presidente: Samuel Martins Costa
Diretor-Secretário: Antônio Cavalcanti Lopes Neto
Diretor-Tesoureiro: Reginaldo Pacheco de Sousa

Comissão Fiscal – Membros Efetivos:

IV Henrique Viana Travassos
Fabiano Cirqueira Campos
Cleuber de Jesus Pinto Mendes

Conselheiros Diretores-Suplentes:
1º Diretor-Suplente: Marcos Leandro Gomes Cavaignac
2º Diretor-Suplente: Alessandro Ferreira Lima
3º Diretor-Suplente: Sebastião Cândido Soares

Delegados do Confere – Efetivos:
Samuel Martins
Antônio Neto


Delegados do Confere – Suplentes:
Marcos Leandro
IV Henrique

Vendas nos supermercados avançam em novembro, mas setor ainda acumula queda no ano

O setor de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios registrou crescimento de 0,2% no volume de vendas em novembro, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Apesar do avanço na comparação mensal, o desempenho segue pressionado no acumulado de 12 meses, com queda de 4% frente a novembro do ano anterior, refletindo um cenário ainda desafiador para o consumo.

O levantamento, que acompanha mensalmente a movimentação do varejo brasileiro, mostra que apenas três dos oito segmentos analisados apresentaram alta no mês. O principal destaque foi o setor de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 1%, seguido por tecidos, vestuário e calçados, que avançou 0,3%, além do segmento de alimentos e bebidas.

Por outro lado, a maior parte dos segmentos apresentou retração em novembro, com destaque para material de construção, que recuou 3,2%, e para combustíveis e lubrificantes; livros, jornais, revistas e papelaria, ambos com queda de 2,7%. Também fecharam o mês em baixa os segmentos de artigos farmacêuticos (-1,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,9%).

No comparativo anual, o desempenho foi negativo em todos os setores analisados. As maiores perdas foram registradas em combustíveis e lubrificantes (-6,7%), móveis e eletrodomésticos (-5,1%) e material de construção (-2,8%). Na sequência, aparecem outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%), artigos farmacêuticos (-1,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-0,6%), reforçando o cenário de consumo ainda pressionado ao longo do ano.

Segundo a Stone, os resultados indicam um ritmo ainda moderado de recuperação do varejo, com o consumo impactado por fatores como renda, crédito e comportamento cauteloso do consumidor, mesmo em um período tradicionalmente aquecido para o comércio.

Fonte: Super Varejo

Core-RS participa de sessão solene em homenagem ao Dia Municipal do Representante Comercial

A Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre realizou, no dia 17 de dezembro, uma Sessão Solene em homenagem ao Dia Municipal do Representante Comercial. A iniciativa foi do vereador Márcio Bins Ely (PDT-RS) e reuniu autoridades, representantes da categoria e convidados para celebrar a importância da profissão para o desenvolvimento econômico e social.

A solenidade também marcou os 60 anos da regulamentação da profissão de Representante Comercial, um marco histórico que fortaleceu a atividade e garantiu segurança jurídica ao profissionais.

Durante o evento, foram homenageados os Representantes Comerciais destaques da profissão, em reconhecimento à contribuição e ao comprometimento com o fortalecimento da representação comercial no Rio Grande do Sul.

Ao final da sessão, os participantes puderam visitar a exposição “Do Caixeiro Viajante ao Representante Comercial”, que apresenta a trajetória, a evolução e a relevância histórica da profissão ao longo do tempo.

Core-MG debate desafios de 2025 e estratégias para 2026

O Conselho Regional dos Representantes Comerciais de Minas Gerais (Core-MG) realizou, na manhã desta quinta-feira (18), uma reunião interna voltada à avaliação das atividades desenvolvidas ao longo de 2025 e à discussão de perspectivas e possibilidades para o ano de 2026.

O encontro contou com a participação ativa dos colaboradores e foi marcado por debates sobre os pontos positivos e os desafios enfrentados ao longo do ano, além de reflexões sobre aprimoramentos nos processos de trabalho. Entre os temas abordados, estiveram a metodologia de atendimento, novas abordagens para a fiscalização profissional e as dificuldades inerentes à atuação em um estado com 853 municípios.

A reunião também teve como destaque o fortalecimento das práticas de governança e integridade, com a participação do recém-nomeado Assessor de Governança do Core-MG, Diego Prado. Servidor aprovado no último concurso público, Diego foi empossado em junho de 2024, possui pós-graduação em governança e passa a atuar diretamente nas áreas de integridade, conformidade e governança institucional.

Receita amplia para 173 total de benefícios fiscais a serem declarados

As médias e grandes empresas devem declarar mais incentivos tributários ao Fisco a partir deste mês. A Receita Federal ampliou para 173 o número de benefícios fiscais que precisam ser informados na Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi).

A mudança foi oficializada com a publicação de instrução normativa da Receita, nesta segunda-feira (15), no Diário Oficial da União.

Com a nova regra, 85 benefícios fiscais passam a integrar a declaração, somando-se aos 88 exigidos anteriormente. A maior parte dos novos itens incluídos está relacionada ao Programa de Integração Social (PIS), ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de incentivos vinculados ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ).

Mais transparência


Segundo a Receita Federal, a ampliação da Dirbi tem como objetivo fortalecer o controle, a transparência e a gestão dos benefícios fiscais e dos regimes especiais de tributação. Em nota, o órgão afirmou que as informações declaradas são essenciais para o aperfeiçoamento das políticas públicas e o acompanhamento do gasto tributário.

No caso dos tributos sobre o faturamento, como PIS e Cofins, a inclusão dos novos benefícios também busca facilitar a apuração dos valores informados pelos contribuintes, a partir do cruzamento de dados com a Escrituração Fiscal Digital (EFD-Contribuições).

A norma publicada também promove ajustes para adequação à Lei 14.973/2024, que definiu regras de transição para a reoneração da folha de pagamento. A lei manteve a desoneração da folha para empresas de 17 setores até o fim de 2024, com retomada gradual da tributação entre 2025 e 2027.

De acordo com a Receita Federal, foram entregues até 14 de dezembro mais de 2,1 milhões de declarações da Dirbi, com valores superiores a R$ 600 bilhões informados pelas empresas.

Criada no ano passado, a Dirbi deve ser enviada até o dia 20 do segundo mês seguinte ao período de apuração. Dessa forma, os incentivos referentes a outubro devem ser informados até 20 de dezembro.

A ampliação da declaração faz parte do esforço do Fisco para ampliar a governança sobre os benefícios tributários, considerados uma das principais fontes de renúncia fiscal no país.

Fonte: Agência Brasil

Confere realiza III Plenária Ordinária e avança em pautas estratégicas para 2026

O Confere realizou, nos dias 11 e 12 de dezembro, a III Plenária Ordinária de 2025, encontro que reuniu dirigentes de todo o país para discutir temas essenciais ao planejamento, à governança e ao fortalecimento institucional da Representação Comercial. Ao longo dos dois dias, foram apreciadas matérias de ordem orçamentária, contábil, normativa e administrativa, com o objetivo de orientar as ações do Sistema para o próximo ciclo.

A abertura da plenária foi marcada pela apresentação do Planejamento Orçamentário 2026, que delineia as diretrizes econômicas e financeiras que nortearão a atuação do Sistema Confere/Cores no próximo ano. Outro ponto central foi o Planejamento Anual das Atividades de Auditoria Interna (PAINT) para 2026, que estabelece as ações de controle e acompanhamento preventivo para o exercício. Também foram discutidas alterações no Manual de Auditoria. O dia foi concluído com a deliberação sobre a padronização do Plano de Contas, medida que busca uniformizar procedimentos contábeis entre os Regionais.

Na tarde do dia 11, José Eurico Silva Oliveira, diretor-tesoureiro do Core-MA, recebeu a Comenda Dr. Plinio Affonso de Farias Mello, mais alta honraria o Sistema Confere/Cores, pela notória relevância e reconhecimento, pelos serviços prestados em prol da Representação Comercial no Brasil.

O segundo dia da plenária foi dedicado a temas de impacto estratégico para a expansão e consolidação do Sistema. Um dos principais pontos foi a discussão sobre a expansão das atividades institucionais no Acre, que contempla aquisição de imóvel e autorização para que a Diretoria Executiva avalie a viabilidade de instalação de uma Regional no estado.

Outro destaque foi a criação de três novas Comissões de Trabalho, dedicadas à elaboração do Manual dos Fiscais, à revisão da CNAE vinculada à Representação Comercial e ao acompanhamento das alterações no Código Civil previstas no PL 04/2025.

Para o presidente do Confere, Archimedes Cavalcanti Júnior, a plenária reforça o compromisso permanente com a governança e a modernização institucional:
“Avançamos em pautas que fortalecem a gestão, ampliam a segurança jurídica e organizam as bases do Sistema Confere/Cores para os próximos anos. Cada decisão tomada aqui reflete nosso compromisso com a transparência, a eficiência e o fortalecimento da Representação Comercial em todo o país.”

Com a conclusão dos trabalhos, a III Plenária Ordinária consolidou diretrizes essenciais para 2026 e reafirmou o papel estratégico do Confere na coordenação, orientação e desenvolvimento das atividades dos Conselhos Regionais, fortalecendo o ambiente institucional que sustenta a atuação dos representantes comerciais no Brasil.

Vendas no comércio voltam a ganhar fôlego e crescem 0,5% em outubro

As vendas no comércio cresceram 0,5% em outubro, na comparação com setembro. O resultado é a maior alta entre meses seguidos desde março de 2025, quando tinha crescido 0,7%.

Na comparação com outubro de 2024, o comércio brasileiro avançou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o setor cresceu 1,7%, menor patamar desde dezembro de 2024, quando chegou a 4,1% de expansão.

Os dados fazem parte Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja o comportamento das vendas no comércio nos últimos meses:

  • Março: 0,7%
  • Abril: -0,3%
  • Maio: -0,4%
  • Junho: -0,1%
  • Julho: -0,2%
  • Agosto: 0,1%
  • Setembro: -0,2%
  • Outubro: 0,5%

Com os dados de outubro, o comércio está 0,5% abaixo do maior nível já registrado, em março de 2025. A série histórica do IBGE começa em 2000. O setor figura 9,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).

Sete das oito atividades com alta


Na passagem de setembro para outubro, sete das oito atividades pesquisadas apresentaram avanço:

  • equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 3,2%
  • combustíveis e lubrificantes: 1,4%
  • móveis e eletrodomésticos: 1,0%
  • livros, jornais, revistas e papelaria: 0,6%
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,4%
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%
  • hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,1%
  • tecidos, vestuário e calçados: -0,3%

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a venda de computadores, celulares e eletrodomésticos foram importante motor das vendas no mês.

“As empresas aproveitaram a depreciação [desvalorização] do dólar e performaram melhor, também por conta de promoções”, cita. A queda do dólar ante o real faz com que produtos importados fiquem mais em conta no país.

Junção de fatores


O analista acrescenta que houve “coincidências de fatores” para estimular o consumo. “Dentre eles, a inflação cedeu”, cita Santos, ao lembrar que houve deflação, com queda de preço na alimentação no domicílio, móveis e eletrodomésticos.

Outros fatores foram o mercado de trabalho aquecido e o crédito à pessoa física, que cresceu 2,1% em outubro.

Santos destaca que o crédito à pessoa física não tem sentido tanto o impacto da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, que tende a refletir no encarecimento em toda a cadeia de crédito.

A Selic está mantida neste nível como uma estratégia do Banco Central para conter a inflação, que chegou a ficar 13 meses acima da meta do governo.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador avançou 1,1% de setembro para outubro e apresenta estabilidade (0%) no acumulado de 12 meses.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o desempenho do varejo ampliado em outubro “foi bastante influenciado por veículos, motos, partes e peças, e pela atividade de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”.

Fonte: Agência Brasil