Confere convoca novos aprovados no Concurso Público nº 01/2024 para apresentação de documentos

O Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere) publicou o Edital de Convocação nº 03/2026, referente ao Concurso Público nº 01/2024, convocando candidatos aprovados para a próxima etapa do processo de admissão.

Os convocados deverão comparecer à sede do Confere, em Brasília/DF, no prazo máximo de 10 (dez) dias corridos, contados a partir do recebimento da comunicação oficial enviada por WhatsApp e e-mail, para apresentação da documentação exigida no edital.

A entrega dos documentos é etapa obrigatória para a formalização da contratação e deverá ser realizada no Setor Bancário Sul, Quadra 02, Bloco Q, Edifício João Carlos Saad, 14º andar, no horário das 8h30 às 17h30.

A lista de convocados contempla cargos de Assistente Administrativo, Assistente Jurídico, Auditor e Contador, incluindo candidatos das modalidades de ampla concorrência, pessoas com deficiência (PCD) e pessoas pretas e pardas (PPP).

Conforme previsto no edital, o não comparecimento dentro do prazo estabelecido implicará eliminação do candidato do certame. Após a entrega e validação da documentação, será realizada avaliação médica pré-admissional em clínica indicada pelo Confere.

Confira o edital completo: concurso30042026.pdf

Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por causa do falecimento de um parente de primeiro grau.

Em nota, o Copom não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando a guerra no Oriente Médio e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

“Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, destacou o comunicado.

Inflação


A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março.

O IPCA cheio de abril só será divulgado em 12 de maio.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou, de 3,5% para 3,6%, a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,86%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.

Crédito menos caro


A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central manteve em 1,6% a previsão de crescimento da economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,85% do PIB em 2026.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Fonte: Agência Brasil

Tríade Profissional Itinerante do CORE-MG chega a Juiz de Fora e fortalece atendimento à categoria

Dando continuidade ao seu calendário de ações itinerantes em 2026, o Conselho Regional dos Representantes Comerciais de Minas Gerais (CORE-MG) realizou, no dia 24 de abril, mais uma edição da Tríade Profissional Itinerante, desta vez em Juiz de Fora, importante polo econômico da Zona da Mata mineira.

A iniciativa reforça o compromisso do Conselho em ampliar sua presença no interior do estado, promovendo o acesso facilitado a serviços essenciais e fortalecendo o relacionamento com os representantes comerciais em diferentes regiões de Minas Gerais.

Durante a ação, os profissionais tiveram acesso a atendimentos administrativos, orientações jurídicas e esclarecimentos sobre a legislação que regulamenta a atividade de representação comercial. A proposta da Tríade é concentrar, em um único espaço, suporte técnico e institucional, garantindo mais praticidade e proximidade com a categoria.

Atendimento próximo e fortalecimento da categoria


A edição em Juiz de Fora proporcionou um ambiente de diálogo direto entre o CORE-MG e os profissionais da região. Além de resolver demandas individuais, o encontro também permitiu identificar necessidades específicas locais, contribuindo para o aprimoramento contínuo das ações do Conselho.
O atendimento presencial se destaca como uma ferramenta estratégica para orientar os representantes comerciais sobre seus direitos e deveres, além de incentivar a regularização profissional e a atuação em conformidade com a legislação vigente.

Interiorização como estratégia institucional


A Tríade Profissional Itinerante faz parte de um projeto consolidado do CORE-MG, que tem como objetivo descentralizar os serviços e levar o Conselho até onde o representante comercial está. A ação dá sequência a outras edições realizadas ao longo do ano, fortalecendo uma atuação cada vez mais próxima, acessível e eficiente.

Com mais uma edição realizada com sucesso, o CORE-MG reafirma seu papel não apenas como órgão fiscalizador, mas como parceiro do representante comercial, promovendo valorização, orientação e suporte contínuo à categoria em todo o estado.

 

Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos R$ 8,6 trilhões

O forte vencimento de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia) fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair em março. Segundo números divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,841 trilhões em fevereiro para R$ 8,633 trilhões no mês passado, queda de 2,34%.

Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) recuou 2,17%, passando de R$ 8,511 trilhões em fevereiro para R$ 8,302 trilhões em março. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 302,32 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis ligados à Selic. A queda só não foi maior por causa da apropriação de R$ 93,01 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 93,29 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos em março, os resgates foram muito maiores e somaram R$ 395,60 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,61%, passando de R$ 329,65 bilhões em fevereiro para R$ 331,64 bilhões em março. Além da alta de 1,36% do dólar no mês passado, provocada pelo início da guerra no Oriente Médio, a dívida aumentou por causa de um empréstimo de R$ 6,88 bilhões com organismos internacionais no mês passado.

Colchão


Após uma alta em janeiro, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu em março. Essa reserva passou de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate líquido (resgates menos emissões) no mês passado. No entanto, a recompra de R$ 49 bilhões em títulos da dívida pública nos primeiros dias da guerra no Oriente Médio, para estabilizar o mercado, também contribuiu.

Atualmente, o colchão cobre 5,69 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,68 trilhão em títulos federais.

Composição


Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de fevereiro para março:

  • Títulos vinculados à Selic: 49,1% para 47,71%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: 25,85% para 26,67%;
  • Títulos prefixados: 21,33% para 21,80%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: 3,71% para 3,83%.

O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos:

  • Títulos vinculados à Selic: 46% a 50%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: 23% a 27%;
  • Títulos prefixados: 21% a 25%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, o que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) até meados do ano passado. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo


O prazo médio da DPF subiu de 4 para 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores


A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  • Instituições financeiras: 31,47% do estoque;
  • Fundos de pensão: 23%;
  • Fundos de investimentos: 20,86%;
  • Não residentes (estrangeiros): 10,7%
  • Demais grupos: 13,97%.


Apesar da maior tensão no mercado financeiro em março, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) oscilou levemente em relação a fevereiro, quando estava em 10,74%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Fonte: Agência Brasil

Core-MT intensifica presença institucional em feiras estratégicas e amplia atendimento à categoria em Mato Grosso 

O Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado de Mato Grosso (Core-MT) vem fortalecendo sua atuação institucional por meio da participação ativa em grandes eventos setoriais, levando atendimento direto, orientação técnica e suporte administrativo aos profissionais da categoria.

Entre os dias 21 e 24 de abril, o Core-MT marcou presença na Norte Show 2026, realizada no Parque de Exposições da Acrinorte, em Sinop, uma das principais feiras do agronegócio da região Norte do estado. Com um stand institucional estruturado e equipe técnica disponível durante todo o evento, o Conselho ofereceu uma série de serviços voltados à regularização e ao exercício profissional.

Durante a feira, representantes comerciais tiveram acesso a orientações sobre a legislação da profissão, atualização cadastral, suporte para regularização de registro e negociação de anuidades. A iniciativa teve como objetivo facilitar o acesso aos serviços da autarquia, aproveitando a concentração de profissionais do setor em um dos polos econômicos mais relevantes de Mato Grosso.

Para o diretor-tesoureiro do Core-MT, Rodrigo Valmorbida, a presença em eventos dessa magnitude é estratégica. Segundo ele, a atuação descentralizada permite aproximar o Conselho da realidade dos profissionais. “Nosso objetivo é estar onde o representante está, oferecendo suporte imediato e contribuindo para a regularização profissional sem que ele precise interromper suas atividades”, destacou.

Atuação também alcança novos segmentos

Paralelamente, o Core-MT também participou da FEIPECC MT — Feira de Pesca, Camping e Caça, realizada entre os dias 23 e 25 de abril, no Allure Music Hall, em Cuiabá. O evento reúne empresas, profissionais e entusiastas de segmentos ligados à vida ao ar livre e tem se consolidado como um importante ecossistema de negócios no estado.

No local, o Conselho manteve um espaço dedicado ao atendimento e à orientação dos representantes comerciais que atuam nesses setores, considerados em expansão. A equipe técnica esteve à disposição para esclarecer dúvidas sobre registro profissional, legislação aplicável e prerrogativas da atividade.

Durante a abertura do evento, o presidente do Core-MT, João Gasparetto, ressaltou a relevância da participação institucional em iniciativas que refletem o potencial econômico e geográfico de Mato Grosso. “A presença do Conselho nesses espaços é essencial para garantir que o representante comercial esteja devidamente orientado e amparado, acompanhando o crescimento dos setores em que atua”, afirmou.

Proximidade como estratégia institucional

A atuação do Core-MT nas duas feiras reforça uma diretriz cada vez mais presente no Sistema Confere/Cores: a ampliação do alcance institucional por meio da presença ativa em eventos regionais e setoriais.

Ao levar seus serviços diretamente ao ambiente de atuação dos profissionais, o Conselho facilita o acesso à regularização, fortalece o exercício legal da profissão, promove a orientação preventiva e contribui para a valorização da Representação Comercial.

A iniciativa também evidencia o papel dos Conselhos Regionais na promoção da conformidade legal e no suporte contínuo à categoria, especialmente em contextos de expansão econômica e diversificação de mercados.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Core-MT (Andressa Boa Sorte)

Consumo em supermercados cresce 1,92% no primeiro trimestre

O consumo dos brasileiros em supermercados registrou alta de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

No mês de março, o consumo foi 6,21% maior que em fevereiro. Já em relação a março do ano passado, o avanço foi de 3,20%.

Todos os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) e abrangem todos os formatos de supermercados.

“O salto de março evidencia tanto a antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, quanto o efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias”, avalia a Abras.

A associação descreve que o desempenho também ocorreu devido à entrada de recursos na economia. “Em março, o Bolsa Família contemplou 18,73 milhões de lares, com transferência de R$ 12,77 bilhões. Os recursos do PIS/PASEP injetaram cerca de R$ 2,5 bilhões no segundo lote de pagamento”, diz a entidade.

Cesta de compras mais cara


O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março.

Nos meses anteriores, as variações haviam sido de +0,47%, em fevereiro, e de -0,16%, em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

Entre os produtos básicos, a principal elevação foi do feijão (+15,40%), seguido pelo leite longa vida (+11,74%). No acumulado do trimestre, o feijão subiu 28,11%, enquanto o leite longa vida avançou 6,80%.

Também subiram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).

Em sentido oposto, as principais quedas entre os básicos foram observadas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).

No grupo das proteínas, houve elevação nos ovos (+6,65%) e na carne bovina, tanto no corte do traseiro (+3,01%) quanto no corte do dianteiro (+1,12%). Já frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) registraram queda no mês. No acumulado do trimestre, o corte do traseiro de carne bovina subiu 6,29%.

Entre os alimentos in natura, as maiores altas foram do tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No acumulado do trimestre, as altas chegam a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, evidenciando o impacto relevante da sazonalidade e da dinâmica de oferta.

Limpeza e higiene


Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram para o sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%).

Já na limpeza doméstica, houve elevação no detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%). A única queda do grupo foi registrada no sabão em pó (-0,29%).

Preços por região


Quando analisadas as regiões, a maior alta em março foi registrada no Nordeste (2,49%), com a cesta passando de R$ 720,53 para R$ 738,47.

Veja a variação da cesta de compras por região:

  • Nordeste (+2,49%), de R$ 720,53 para R$ 738,47;
  • Sudeste (+2,20%), de R$ 822,76 para R$ 840,86;
  • Sul (+1,92%), de R$ 871,83 para R$ 888,57;
  • Centro-Oeste (+1,83%), de R$ 753,20 para R$ 766,96;
  • Norte (+1,82%), de R$ 875,01 para R$ 890,93.


Expectativa para o segundo trimestre


Segundo a Abras, o segundo trimestre também pode registrar alta no consumo, devido à antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. A expectativa é que sejam pagos R$ 78,2 bilhões, com depósitos a partir de 24 de abril para cerca de 35,2 milhões de segurados.

Além desse recurso, também haverá o pagamento do primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026, que pode somar cerca de R$ 16 bilhões para 9 milhões de contribuintes ao final de maio.

“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, analisou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Para os próximos meses, a Abras ainda enxerga risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta.

“A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para os alimentos”, disse Milan.

Fonte: Agência Brasil

Copa do Mundo deve elevar ticket em até 69% no varejo alimentar brasileiro

A Scanntech, empresa de inteligência de dados para o varejo e a indústria de bens de consumo na América Latina, prevê um impacto relevante da Copa do Mundo FIFA 2026 no varejo alimentar, com potencial de elevar em até 69% o ticket médio nas duas horas que antecedem os jogos da seleção brasileira e aumentar em 8,3% o fluxo de clientes na véspera das partidas. Com base nos resultados da Copa do Mundo FIFA 2022, a expectativa é de um ambiente ainda mais favorável ao consumo, sustentado por menor pressão inflacionária e avanço da renda real no país.

Segundo o levantamento da plataforma ScannShopper, o chamado “efeito partida” mostra que o consumidor brasileiro tende a antecipar suas compras, concentrando o maior crescimento de ticket um dia antes da véspera dos jogos, com alta de 24,4%. Já no dia da partida, o fluxo sobe de forma moderada, 3,7%, mas com picos relevantes momentos antes do início, evidenciando compras emergenciais de última hora.

O desempenho também varia conforme o calendário. Jogos aos sábados registraram os maiores impactos em campeonatos anteriores, com alta de 18,8% no fluxo na véspera, 10,2% no dia e 9,9% no dia seguinte. A ampliação do calendário da Copa do Mundo FIFA 2026, que terá mais jogos e partidas em horários noturnos, deve potencializar ainda mais esses indicadores, favorecendo o consumo após o expediente e em encontros sociais.

Entre as categorias mais beneficiadas, o destaque vai para o “kit churrasco”, que liderou o crescimento em eventos anteriores. Na última Copa, itens como churrasqueiras, com alta de 227%, pipoca de micro-ondas, 120%, airfryer, 112%, e amendoim salgado, 86%, registraram fortes altas. Proteínas e acompanhamentos também ganharam espaço, como frango inteiro, 60%, maminha, 53%, picanha, 29%, e queijo coalho, 40%, além de bebidas e itens práticos para consumo coletivo.

O estudo aponta ainda uma mudança de perfil, com avanço de produtos ligados à saudabilidade. Cervejas de baixa caloria cresceram 86% no último ano, versões zero álcool 27% e refrigerantes zero 42%, indicando que a tendência também deve influenciar o carrinho durante o torneio.

Diante desse cenário, a Scanntech recomenda que o varejo invista em três frentes principais. Sortimento alinhado às missões de compra, abastecimento eficiente para evitar rupturas nos horários críticos e estratégias de cross-sell que estimulem a compra de itens complementares, especialmente em datas e horários de maior concentração de consumo.

Fonte: Super Varejo