Índice de produção industrial sobe e dá sinais de melhora em maio, mostra CNI

O emprego industrial também apresentou crescimento, segundo a pesquisa, acompanhando o impulso da produção. Em maio, o índice de evolução do número de pessoas empregadas na indústria chegou a 51 pontos, uma alta de 0,5 ponto em relação a abril. “Ao se afastar da linha de 50 pontos, o índice mostra novo crescimento do emprego, maior e mais disseminado entre as empresas em maio”, destaca a CNI.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria cresceu um ponto porcentual em maio, na comparação com abril, atingindo 70%. Já em relação a maio de 2021, a UCI manteve-se inalterada. O indicador que mede a UCI efetiva em relação ao usual ficou em 46,1 pontos em maio, um aumento de 2,8 pontos em relação a abril.

Com relação aos estoques, o índice que mede a evolução do nível de estoques foi de 49,7 pontos, ligeiramente abaixo da linha divisória dos 50 pontos, indicando pequena queda dos estoques em relação ao mês anterior. O índice que mede o nível de estoque efetivo em relação ao planejado teve queda de 1,5 ponto, para 49,1 pontos.

“Ao cair para abaixo dos 50 pontos, o índice mostra que o nível de estoque ao fim do mês foi inferior ao planejado pelo empresário. A última vez que o estoque planejado foi significativamente inferior ao registrado foi em setembro de 2021 (em janeiro de 2022, o índice ficou praticamente sobre a linha, em 49,9 pontos)”, destaca a pesquisa.

A Sondagem Industrial mostrou que os empresários estão otimistas. O índice de expectativa de demanda para junho foi de 59,1 pontos, maior valor desde setembro de 2021. Em relação a maio, o indicador teve alta de 1,8 ponto.

Segundo a CNI, esse indicador influenciou diretamente o índice de expectativa de compras de matérias-primas e de número de empregados, que também tiveram alta de maio para junho. O índice de expectativa de compras de insumos foi de 57,0 pontos em junho, contra 55,6 pontos no mês anterior. Já o indicador que mede expectativa de número de empregados subiu de 52,8 pontos para 53,4 pontos, na mesma base de comparação.

O índice de intenção de investimento chegou a 56,4 pontos, o que representa um ligeiro aumento de 0,3 ponto na comparação com maio.

“Desde março, o índice de intenção de investimento está oscilando pouco acima dos 56 pontos. O resultado ainda mostra intenção de investir relativamente elevada, pois o índice permanece acima da média histórica de 51,1 pontos”, destaca a CNI.

A Sondagem foi feita entre os dias 1º e 9 de junho, com 1.800 empresas, sendo 730 de pequeno porte, 631 médio porte e 439 de grande porte.



Fonte: IstoÉ

Micro e pequenos empresários mantêm otimismo pelo quarto mês seguido

O otimismo dos donos de micro e pequenas empresas segue em alta pelo quarto mês consecutivo. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o índice de confiança do micro e pequeno empresário (IC-MPE) avançou 1,8 ponto em maio, chegando a 98,1 pontos, o maior nível desde outubro de 2021, quando indicou 98,9 pontos. Os dados fazem parte da Sondagem Econômica das Micro e Pequenas Empresas, realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na avaliação do Sebrae, a maior circulação de pessoas, após dois anos de confinamento em razão da pandemia de covid-19, a melhora no desempenho das vendas, bem como a prorrogação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) até 2024, pesaram na percepção positiva dos empresários.

“A contínua recuperação da confiança foi observada em todos os setores pesquisados: comércio, serviços e indústria de transformação”, disse o Sebrae.

Entre os setores, o comércio foi o que obteve mais destaque. Após registrar queda em abril, a confianças dos empresários desse segmento voltou a subir em maio. O índice apresentou elevação de 5,5 pontos, fechando o mês em 91,4 pontos, o maior nível desde outubro de 2021 (92,9 pontos).

No setor de serviços, a atividade de transporte foi a que mais se destacou. Outro setor que ganhou espaço foi o de serviços profissionais e serviços prestados às famílias. Já a indústria de transformação se manteve em um patamar neutro, mas com destaque para o vestuário que trouxe um índice de confiança positivo.

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o ânimo dos empresários foi influenciado tanto pela situação atual quanto pelas expectativas de curto prazo. Melles, entretanto, pondera que ainda é preciso ter cautela.

“Mesmo com esse cenário de melhora no ânimo por parte das empresas, a parcimônia tem sempre que prevalecer, já que ainda enfrentamos problemas conjunturais, como a escassez de insumos, prognósticos de alta de inflação e taxas de juros”, argumentou.



Fonte: Agência Brasil

Volume de serviços cresce 0,2% de março para abril, diz IBGE

O volume de serviços no Brasil apresentou um crescimento de 0,2% de março para abril deste ano. Esta é a segunda alta consecutiva do indicador, medido pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, os serviços estão 7,2% acima do nível de fevereiro de 2020, ou seja, do patamar pré-pandemia, mas ainda se encontram 4,2% abaixo de novembro de 2014, o ponto mais alto da série histórica.

Os serviços também apresentaram altas de 9,4% em relação a abril de 2021, de 9,5% no acumulado do ano e de 12,8% no acumulado de 12 meses.

A alta de 0,2% na passagem de março para abril foi puxada por duas das cinco atividades pesquisadas: informação e comunicação (0,7%) e serviços prestados às famílias (1,9%).

Por outro lado, três atividades tiveram queda no período: transportes (-1,7%), profissionais, administrativos e complementares (-0,6%) e outros serviços (-1,6%).

O índice de atividades turísticas cresceu 2,5% em abril ante março. Com isso, o segmento de turismo se encontra 3,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

A receita nominal dos serviços cresceu 0,9% de março para abril, 16,5% na comparação com abril de 2021, 15,7% no acumulado do ano e 17,8% no acumulado de 12 meses.



Fonte: Agência Brasil