Aeronaves, óleo, café e carne estão fora do tarifaço imposto pelos EUA

Itens de aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que juntos responderam por um terço da pauta de exportações do Brasil para os Estados Unidos, no primeiro semestre deste ano, não estão sujeitos ao tarifaço imposto por aquele país aos produtos brasileiros.

Nesta quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Também estão isentos da cobrança extra produtos como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja.

Por outro lado, alguns setores não conseguiram se livrar da taxação, como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

As isenções foram estabelecidas pelos Estados Unidos para aqueles produtos brasileiros que não são produzidos internamente por lá em quantidade suficiente ou a preços razoáveis, evitando assim escassez de determinados produtos no mercado consumidor e perturbações na economia daquele país.

Tarifaço

As tarifas de 25% foram anunciadas nesta quarta-feira (15) e devem entrar em vigor no próximo dia 22, depois de uma investigação do USTR.

O USTR justificou suas taxas dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Já o governo brasileiro repudiou as novas tarifas, disse que não reconhece a legitimidade da investigação do USTR e acrescentou que não há justificativa para essas medidas.

O Brasil informou ainda que “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio]”.

Setor cafeeiro isento

Entidades representativas do setor cafeeiro, entre elas, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), celebraram o fato do café brasileiro ter ficado de fora desta tarifação. Elas destacam o trabalho feito em defesa do setor desde do primeiro tarifaço, em 2025, e mais recentemente em 6 e 7 de julho, nas audiências públicas do USTR.

Em comunicado conjunto,elas manifestaram que o “trabalho conjunto com a National Coffee Association (NCA), tendo fundamental apoio dos importadores dos EUA, resultou em duas vitórias ao café brasileiro: i) a manutenção dos cafés previamente sugeridos na lista de exceção no âmbito da investigação da Seção 301 do USTR; e ii) a ampliação da lista, que incluiu o café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos ao tarifaço”.

“Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café – na ordem de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA, maior consumidor e importador mundial – e reforça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos”, destacam ainda as entidades, na nota.

Abic, Abics e Cecafé ponderam, entretanto, o fato de existir ainda uma segunda “investigação do USTR na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, a qual pode trazer uma nova possibilidade de tarifas ao café brasileiro, da ordem de 12,5%”.

Diante disso, elas concluem que seguirão “em permanente trabalho de representação da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil em todo o mundo, de maneira que os interesses de todos os atores da cadeia produtiva sejam defendidos e contemplados”.

Fonte: Agência Brasil

Confere entrega projeto-piloto do SEI aos Cores de Minas Gerais e São Paulo

O Confere concluiu a primeira etapa da implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) no Sistema Confere/Cores com a entrega do projeto-piloto ao Core-MG e ao Core-SP, na manhã desta quinta-feira (16/07).

A entrega foi realizada durante reunião por videoconferência conduzida pela equipe técnica de Tecnologia da Informação do Confere, que apresentou a estrutura do sistema, demonstrou seu funcionamento e esclareceu dúvidas dos representantes dos dois Regionais.

O projeto integra as ações de modernização administrativa conduzidas pelo Confere e tem como objetivo padronizar procedimentos, ampliar a eficiência da gestão documental e fortalecer a integração entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais.

Nesta etapa, foi disponibilizada a configuração inicial do ambiente do SEI, desenvolvida a partir das informações encaminhadas pelos Regionais e da modelagem dos primeiros processos eletrônicos, marcando o início da utilização prática da ferramenta. “A implementação foi estruturada para respeitar as particularidades administrativas de cada Regional, permitindo que a padronização dos processos seja construída de forma colaborativa e alinhada às necessidades de cada unidade”, destacou o gerente de TI do Confere, Igor Moura.

Nesta fase, o SEI contempla os processos de licitação, definidos como prioritários por envolverem diferentes setores administrativos. A expectativa é que, a partir da experiência adquirida, novos processos sejam incorporados gradualmente ao sistema.

Próximas etapas

Após a entrega do projeto-piloto, a equipe técnica do Confere acompanhará a utilização do sistema pelos Regionais participantes, realizando os ajustes necessários antes da expansão da ferramenta para os demais Conselhos.

O projeto prevê ainda uma segunda etapa voltada à integração administrativa entre o Confere e os Cores, permitindo que o intercâmbio de documentos e informações institucionais seja realizado diretamente pelo SEI, com maior segurança, rastreabilidade e agilidade.

Fabricantes de lácteos ampliam aposta em produtos com apelos de saudabilidade

O mercado brasileiro de lácteos passa por um movimento de especialização impulsionado pela busca dos consumidores por saúde, bem-estar e conveniência. Embora os produtos tradicionais ainda concentrem a maior parte das vendas, categorias voltadas a restrições alimentares e estilos de vida saudáveis crescem acima da média do setor, levando as indústrias a ampliar investimentos em inovação e os varejistas a repensarem estratégias de sortimento e exposição.

Segundo Fátima Merlin, fundadora e CEO da Connect Shopper, os produtos sem lactose representam hoje a categoria mais madura dentro dos lácteos especiais, com forte expansão em segmentos como leite UHT, iogurtes, queijos, bebidas lácteas e sobremesas. “O crescimento é impulsionado tanto por consumidores intolerantes quanto por consumidores que associam a categoria a melhor digestibilidade”, observa. Ela acrescenta que os produtos sem adição de açúcar também avançam em ritmo acelerado, especialmente em iogurtes, bebidas proteicas, leites fermentados e sobremesas lácteas. “Esse avanço está relacionado ao controle de peso, diabetes e redução do consumo de açúcar”, diz.

Para a especialista, a expansão dessas categorias é o resultado de mudanças importantes no comportamento de quem compra. “O consumidor passou a utilizar a alimentação como ferramenta de prevenção e qualidade de vida. Há maior atenção aos rótulos, ingredientes e composição nutricional”, afirma. Além disso, Fátima destaca que o acesso à informação tem ampliado o conhecimento sobre ingredientes e benefícios nutricionais. “As famílias estão cada vez mais heterogêneas. Dentro da mesma casa coexistem consumidores com diferentes necessidades alimentares, ampliando a demanda por sortimentos especializados”, exemplifica.

A visão da indústria

Conforme Beatriz Loureiro, gerente de Produtos do Grupo Piracanjuba, a evolução das demandas dos consumidores tem direcionado a estratégia de inovação da companhia. “Os produtos lácteos possuem uma vantagem importante do ponto de vista nutricional, pois, com o uso de tecnologias que preservam a integridade e as propriedades dos ingredientes, é possível desenvolver opções altamente nutritivas alinhadas às novas demandas dos consumidores”, conta.

A executiva lembra que o segmento de produtos zero lactose foi um dos principais impulsionadores desse movimento. “A Piracanjuba foi pioneira no lançamento de leite e derivados comprovadamente zero lactose e, desde então, vem acompanhando a evolução dos hábitos de consumo e das demandas por saudabilidade.”

Sobre os desafios do desenvolvimento de produtos, Beatriz destaca a necessidade de equilibrar valor nutricional, sabor e qualidade, pilares vêm orientando os lançamentos da empresa. A Piracanjuba trabalha de forma integrada para buscar ingredientes, tecnologias e processos capazes de manter atributos como textura, cremosidade e sabor. “Buscamos continuamente ingredientes, tecnologias e processos capazes de entregar produtos com alto valor nutricional sem comprometer atributos essenciais.”

A executiva também aponta que as bebidas proteicas estão entre as categorias com maior potencial e crescimento nesse segmento. De acordo com Beatriz, consumidores que buscam maior aporte de proteínas também costumam valorizar benefícios como zero lactose e ausência de adição de açúcares. “Observamos um interesse crescente por produtos que reúnam múltiplos benefícios em uma única solução.”

Na Vigor Alimentos, o movimento acompanha a busca dos consumidores por equilíbrio alimentar. “Nos últimos anos, notamos um avanço consistente na busca por equilíbrio alimentar, com consumidores atentos à redução de açúcares, gorduras e ingredientes que impactam seu bem-estar”, afirma Karina Dal Sasso, diretora de Marketing da empresa.

De acordo com a executiva, ampliar o acesso a alternativas mais leves tornou-se um caminho natural para a marca. “Buscamos oferecer opções que conciliem saudabilidade e prazer, ampliando nossas ocasiões de consumo e permitindo que o consumidor faça escolhas mais conscientes, sem abrir mão do sabor.”

Karina ressalta que o maior desafio para a indústria não é simplesmente retirar ingredientes, mas reconstruir a experiência sensorial que o consumidor já conhece dos produtos tradicionais. Ela explica que componentes como açúcar e gordura têm papel importante na textura e cremosidade dos alimentos. “Nossa grande missão dentro deste contexto está em entregar produtos que atendam aos novos atributos de saudabilidade sem abrir mão da qualidade e da experiência sensorial que definem a categoria.”

Entre os segmentos com maior potencial, a executiva destaca os iogurtes e o requeijão. “Os iogurtes são um dos principais destaques nesse movimento, por já serem percebidos pelo consumidor como aliados de uma alimentação equilibrada.” Ela salienta ainda que categorias consolidadas também vêm ganhando espaço em versões adaptadas às novas demandas. “O maior potencial atual está nas categorias que combinam alta penetração, frequência de consumo e percepção de saudabilidade, pois são aquelas que permitem expandir o acesso a essas novas propostas sem exigir grandes mudanças de hábito”, ressalta.

Fonte: Super Varejo

Processo Administrativo de Licitação nº 07/2026 – Contratação dos serviços de agência de publicidade para o Sistema Confere/Cores, nos termos da Lei nº 12.232/2010

 

Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias

Por mais dois meses, as exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos (rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos) continuarão a ser tributadas. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu, nesta quinta-feira (9), manter em 12% a alíquota do Imposto de Exportação sobre esses produtos.

Anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida terá validade de até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, diante da evolução do cenário internacional.

Segundo o governo, a decisão foi motivada pela deterioração da situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã e os novos episódios de instabilidade no Estreito de Ormuz.

Medida temporária

Em nota, o Mdic informou que a manutenção da alíquota busca preservar o abastecimento do mercado interno de combustíveis e garantir matéria-prima para o parque de refino nacional.

De acordo com a pasta, a decisão “busca a continuidade de condições adequadas de refino no país, de forma a proteger o mercado interno de possível desabastecimento de combustíveis”.

O ministério acrescentou que a medida foi adotada “diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos episódios de tensão no Estreito de Ormuz”.

Contexto

O imposto sobre a exportação de petróleo foi criado por meio de uma medida provisória (MP) editada em março para compensar a redução de tributos federais sobre o diesel, adotada pelo governo para amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio.

A medida provisória perde a validade nesta quinta. Como se trata de um tributo regulatório, o Gecex pôde manter a alíquota por decisão administrativa, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional.

Inicialmente, a equipe econômica pretendia reduzir gradualmente a cobrança até zerar o imposto, caso o preço internacional do petróleo permanecesse em patamar mais baixo.

Guerra muda cenário

A estratégia, no entanto, foi revista após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar as cotações internacionais da commodity.

Nos últimos dias, o barril do petróleo Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 80, refletindo as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fornecimento global, diante das tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Reavaliação

Na manhã desta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo também reavalia o cronograma para retirada de subsídios relacionados aos combustíveis.

Segundo o ministro, a mudança no cenário internacional exige cautela antes de qualquer nova alteração na política adotada para o setor.

A manutenção da alíquota de 12% será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando a evolução do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo e combustíveis.

Fonte: Agência Brasil

Confere inicia implantação do SEI nos Conselhos Regionais com projeto-piloto em Minas Gerais e São Paulo 

O Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere) deu mais um passo em seu processo de transformação digital ao iniciar a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) nos Conselhos Regionais dos Representantes Comerciais (Cores). A iniciativa tem como objetivo modernizar a gestão administrativa, padronizar procedimentos e fortalecer a integração entre o Confere e os Regionais. 

A primeira etapa do projeto será desenvolvida nos Cores de Minas Gerais (Core-MG) e de São Paulo (Core-SP), que atuarão como projeto-piloto para a implementação da ferramenta. A experiência servirá de base para a expansão gradual do sistema aos demais Conselhos Regionais, respeitando as particularidades de cada unidade. 

O projeto foi apresentado durante reunião conduzida pelo presidente do Confere, Archimedes Cavalcanti Júnior, com a participação das equipes técnicas do Conselho Federal e dos Regionais envolvidos. 

Segundo o presidente, a implantação do SEI é uma iniciativa estratégica para fortalecer a gestão do Sistema Confere/Cores e tornar os processos administrativos mais ágeis, seguros e eficientes. 

“Montamos uma equipe multidisciplinar envolvendo a Procuradoria, a área de Tecnologia da Informação e a área de Gestão para dar celeridade à implantação do SEI. Agora contamos também com a colaboração dos Regionais para que possamos realizar uma implementação rápida e organizada”, destacou. 

Projeto respeitará a realidade de cada Regional 

Embora o sistema seja estruturado a partir de um modelo único, a implantação será realizada de forma colaborativa, considerando a organização e as necessidades específicas de cada Conselho Regional. 

A proposta é construir uma padronização dos processos sem abrir mão das características operacionais de cada unidade, permitindo que os fluxos eletrônicos reflitam a realidade dos Regionais. 

“Nossa intenção é trabalhar com uma estrutura única para o Sistema Confere/Cores, mas respeitando as especificidades de cada Regional para construir uma arquitetura que atenda às necessidades de todos”, afirmou Archimedes. 

Para garantir uma implantação organizada, cada Conselho Regional participante indicará um ponto focal responsável pela interlocução com a equipe técnica do Confere, concentrando as demandas e facilitando a comunicação durante todas as etapas do projeto. 

Licitações serão o primeiro processo eletrônico 

A assessora da Presidência, Carla Marset, explicou que a implantação começará pelos processos de licitação, considerados estratégicos por envolverem diferentes áreas da estrutura administrativa. 

Segundo ela, a experiência adquirida nessa etapa permitirá replicar o modelo para outros tipos de processos administrativos. 

Durante a reunião, também foram solicitadas informações sobre a estrutura organizacional dos Regionais, incluindo setores, servidores e indicação dos pontos focais que acompanharão a implantação. 

Próxima etapa prevê integração entre Confere e Cores 

O projeto contempla uma segunda fase voltada à integração administrativa entre o Confere e os Conselhos Regionais. 

A proposta é que solicitações de informações, envio de documentos e demais comunicações institucionais passem a ser realizadas pelo próprio SEI, proporcionando maior controle, rastreabilidade e segurança das informações. 

Modernização, transparência e eficiência 

A implantação do Sistema Eletrônico de Informações representa mais um avanço no processo de modernização conduzido pelo Confere. 

Além de reduzir o uso de documentos físicos, o SEI proporcionará maior agilidade na tramitação dos processos, padronização dos procedimentos, fortalecimento da governança, transparência administrativa e integração entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais.

Dólar cai a R$ 5,13, e bolsa recua em dia de ajuste no mercado

O mercado financeiro teve desempenho misto nesta segunda-feira (6). O dólar caiu pela terceira sessão consecutiva e fechou no menor nível em quase três semanas, mas a bolsa recuou, descolando-se das bolsas estadunidenses. O movimento ocorreu em um dia de agenda econômica esvaziada, com investidores ajustando posições e acompanhando o cenário internacional.

O dólar comercial encerrou esta segunda vendido a R$ 5,132, menor fechamento desde 17 de junho. O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,93%, aos 172.447,58 pontos, devolvendo parte dos ganhos acumulados na semana passada.

Câmbio recua

Sem indicadores econômicos relevantes no Brasil, o mercado de câmbio foi influenciado principalmente pelo ambiente externo e pela valorização de commodities (bens primários com cotação internacional) exportadas pelo país, como soja e minério de ferro, além do recorde recente nas exportações de carne. Esses fatores que favorecem a entrada de dólares na economia brasileira.

Ao longo do dia, a moeda americana também perdeu força no exterior, o que contribuiu para ampliar os ganhos do real. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou praticamente estável, após oscilar durante a sessão.

Com o resultado, o dólar acumula queda de 0,60% nos primeiros pregões de julho e desvalorização de 6,50% frente ao real em 2026.

Os investidores também aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira (8). O documento poderá trazer novas indicações sobre o rumo dos juros na maior economia do mundo.

Ibovespa cai

Na bolsa brasileira, o movimento foi diferente. O Ibovespa recuou mesmo com o desempenho positivo de Wall Street, onde os índices encerraram em alta, impulsionados principalmente pelas empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia.

O fluxo de recursos estrangeiros continua favorecendo ações desse segmento nos Estados Unidos, reduzindo o interesse por mercados emergentes, como o Brasil.

No cenário doméstico, a proximidade das eleições de 2026, as preocupações com a política fiscal após 2027 e o início da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras contribuíram para aumentar a cautela dos investidores.

Além da ata do Fed, os investidores voltam as atenções para a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, na sexta-feira (10). Os indicadores podem influenciar as expectativas para a trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Petróleo recua

No mercado internacional, os preços do petróleo fecharam em leve queda, pressionados pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de elevar a produção a partir de agosto e pela normalização do tráfego de navios no Estreito de Ormuz.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, caiu 0,18%, para US$ 71,99. O barril do tipo WTI, do Texas, recuou 0,20%, encerrando cotado a US$ 68,55. Também contribuíram para o movimento as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e o aumento das exportações russas de petróleo.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Confere lança vídeo institucional para incentivar empresas a expandirem seus negócios por meio da Representação Comercial

O Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere) disponibilizou um vídeo institucional nacional com o objetivo de apresentar às empresas brasileiras as vantagens da Representação Comercial como estratégia para expansão de mercados, fortalecimento de marcas e geração de novos negócios.

Produzido para utilização por todos os Conselhos Regionais, o material integra as ações de comunicação do Sistema Confere/Cores voltadas à valorização da profissão e ao fortalecimento da Representação Comercial em todo o país.

O vídeo foi inspirado em um material desenvolvido pelo Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado de Alagoas (Core-AL). A partir da proposta original, o Confere elaborou uma versão de alcance nacional, destacando a atuação dos representantes comerciais como agentes essenciais para o crescimento das empresas e o desenvolvimento da economia brasileira.

Ao longo da produção, são apresentados os principais diferenciais da Representação Comercial, como a presença em todo o território nacional, o conhecimento dos mercados regionais, a construção de relacionamentos duradouros, a segurança jurídica proporcionada por uma profissão regulamentada e fiscalizada e a capacidade de ampliar a competitividade das empresas de forma estratégica e sustentável.

O vídeo também evidencia que investir em representantes comerciais significa contar com profissionais que conhecem a realidade de cada mercado, identificam oportunidades, aproximam empresas de novos clientes e impulsionam resultados por meio de uma atuação baseada na confiança, na experiência e no relacionamento.

Com uma abordagem voltada especialmente para empresários e gestores que ainda não utilizam esse modelo de atuação, o material busca demonstrar que a Representação Comercial é uma alternativa eficiente para ampliar a presença das empresas em novos mercados, com flexibilidade operacional, previsibilidade de custos e foco na geração de negócios.

Para o presidente do Confere, Archimedes Cavalcanti Júnior, iniciativas como essa contribuem para ampliar o reconhecimento da importância da categoria e fortalecer a atuação dos representantes comerciais em todo o Brasil.

“Os representantes comerciais são fundamentais para o desenvolvimento econômico do país. São profissionais que aproximam empresas e mercados, geram negócios, fortalecem relacionamentos e contribuem diretamente para o crescimento das organizações. Este vídeo mostra às empresas que a Representação Comercial é uma estratégia inteligente para quem deseja expandir sua atuação com segurança, eficiência e resultados.”

O vídeo já está disponível para utilização pelos Conselhos Regionais em seus canais institucionais, fortalecendo uma comunicação integrada em todo o Sistema Confere/Cores e ampliando o alcance da mensagem junto ao setor produtivo brasileiro.

 

Assista ao vídeo e descubra como a Representação Comercial pode levar sua empresa mais longe.

 

Comissão Fiscal do Confere aprecia prestações de contas do Sistema Confere/Cores durante reunião em Brasília

A Comissão Fiscal do Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere) realizou, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, em Brasília, reunião ordinária para apreciar e deliberar sobre a Prestação de Contas do 1º trimestre de 2026 do Confere e as Prestações de Contas dos Conselhos Regionais referentes ao exercício financeiro de 2025.

Os trabalhos tiveram início no dia 30 de junho com a apresentação da Prestação de Contas do 1º trimestre de 2026 do Confere, conduzida pelo assessor da Presidência, Vilmar Medeiros, com a participação do contador do Confere, Sandro Cardoso, que apresentou os demonstrativos contábeis e informações gerenciais em conformidade com a Resolução Confere nº 2.169/2025.

Na sequência, a assessora da Presidência, Carla Marset, apresentou o Relatório de Gestão Trimestral do Confere, destacando as principais atividades desenvolvidas pelo Conselho Federal e o andamento dos projetos e ações previstos para o exercício de 2026.

Ainda no primeiro dia, teve início a análise das prestações de contas dos Conselhos Regionais. Ricardo Nogueira, assessor de Auditoria, e Fábio Gargano, gerente de Auditoria, apresentaram um panorama da execução orçamentária e financeira dos Regionais, abordando indicadores como receitas arrecadadas, principais despesas e demais aspectos relevantes da gestão financeira do exercício de 2025. Na ocasião, foram apreciadas as contas dos Cores Rio Grande do Norte, Pernambuco, Santa Catarina, Bahia e Mato Grosso do Sul.

No dia 1º de julho, a Comissão deu continuidade à apreciação das prestações de contas dos Cores Minas Gerais, Sergipe, Paraná, Rio de Janeiro, Amazonas, Alagoas, Tocantins e Pará.

Encerrando os trabalhos, no dia 2 de julho, foram analisadas e deliberadas as prestações de contas dos Cores Espírito Santo, Paraíba, São Paulo, Rondônia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão, Piauí, Goiás e Distrito Federal.

“A reunião integra as atividades de controle interno e governança do Sistema Confere/Cores, contribuindo para o fortalecimento da gestão, da transparência e da correta aplicação dos recursos públicos, em conformidade com os princípios da administração pública e as normas que regem o Sistema”, ressaltou Fábio Gargano.