Core-SC promoveu Seminário de Fiscalização

O Core-SC realizou o Seminário de Fiscalização entre os dias 19 e 21 de maio, na Sede do Regional, em Florianópolis. O evento abordou temas relevantes para o setor, como o alinhamento e padronização de procedimentos internos e externos; higienização do banco de dados; rotinas e cuidados do agente fiscal, antes, durante e após as diligências; relatório detalhado das ocorrências.


O Setor é composto por sete funcionários, quatro lotados na Sede, em Florianópolis, dois na Seccional de Chapecó e um na Seccional de Joinville. A equipe foi recebida pelo presidente do Core-SC, João Pedro da Silva Rosa, na abertura do evento.

“Como a Fiscalização é uma atividade fim do Conselho, estamos constantemente empenhados em aperfeiçoar essa importante área de atuação aqui no Core-SC, além de contribuirmos para que todo o Sistema avance neste sentido”, destaca o presidente do Regional e diretor-secretário do Confere.   

Na programação, reuniões com outros setores proporcionaram muita troca de informação e conhecimento. A Coordenação Geral promoveu dinâmicas em ambiente externo e abordou a importância do trabalho da Fiscalização e a valorização do agente fiscal no Core-SC. O Jurídico trouxe aspectos do trabalho externo do agente fiscal, investidura do poder de polícia administrativa e cuidados nas ações.

A área de Tecnologia da Informação (TI) destacou assuntos como segurança cibernética, preservação do sistema e dados, risco de vazamentos, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e Lei de acesso à Informação. Já a Comunicação produziu fotos para banco de imagem, a serem utilizadas na divulgação institucional.

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (Cipa) trouxe a importância do cuidado com a saúde mental e física no trabalho do agente fiscal, abordando os riscos externos inerentes à função.

Na manhã de quinta-feira (21), o grupo de agentes fiscais saiu em diligências na região de São José para troca de experiências, discursos e abordagens.

O encerramento da programação do Seminário ocorreu na reunião de Diretoria, com a participação dos funcionários do Setor de Fiscalização, com a apresentação das atividades da semana.

Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história

A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a partir das 10 horas, a consulta ao maior lote de restituição do imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.

O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  • 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
  • 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
  • 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  • 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Neste lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Pagamento

O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Fonte: Agência Brasil

Atividade econômica cai 0,7% em março em razão da guerra do Irã

A atividade econômica brasileira caiu em março, primeiro mês da guerra no Irã, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados nesta segunda-feira (18).

O IBC-Br, índice que acompanha a economia mês a mês, apontou recuo de 0,7% em relação a fevereiro.

A queda foi registrada em todos os setores avaliados: arrecadação de impostos, agropecuária, indústria e serviços. Este último apresentou a maior redução, de 0,8%.

O professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), William Baghdassarian, explica que a economia funciona com base em expectativas. Com o cenário de incerteza provocado pela guerra, as empresas tendem a investir menos, o que leva a um menor movimento econômico.

“O mundo inteiro acaba sendo afetado por isso. Essa forma de ser afetada tem efeitos em cadeia. Então, se você acredita que o combustível vai subir, você também acredita que a China vai ser afetada com isso. Se a China é afetada, a produção da China cai, ela importa menos. Logo se ela importa menos, o Brasil exporta menos. Então, você tem todo um efeito em cadeia, não por causa da guerra em si, mas pela expectativa. O medo de algo ruim acontecer é tão ruim quanto o algo ruim acontecer de fato”.

William Baghdassarian acredita na resolução da guerra, mas alerta que as eleições podem ser outro fator de incerteza na economia.

“Podemos ter, por exemplo, a resolução da guerra, mas com o aumento da incerteza política, o efeito prático será zero. Em política pública, para você conseguir isolar um efeito é muito difícil”.

Apesar dos números negativos em março, nos últimos 12 meses, o IBC-BR avançou 1,8%, segundo o Banco Central.

Fonte: Agência Brasil

“Empresa familiar, governança e processo sucessório” é tema de palestra promovida pelo Core-ES

O Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Espírito Santo (Core-ES) promove a palestra “Empresa familiar, governança e processo sucessório”, nesta sexta-feira, 22 de maio, a partir das 13h30, na MMurad/FGV, localizada na Praia do Canto, em Vitória. O encontro será ministrado pelo professor Rodrigo Casagrande, Doutor em Ciências Contábeis e Administração pela FURB – Fundação Universidade Regional de Blumenau, com Estágio Doutoral na Université de Montréal para realização de tese sobre legitimação de práticas de responsabilidade social em organizações.
 
O evento tem como objetivo promover reflexões e apresentar estratégias voltadas à gestão sustentável de empresas familiares, abordando temas fundamentais como governança corporativa, profissionalização da gestão, planejamento sucessório e continuidade dos negócios. A proposta é auxiliar representantes comerciais a enfrentarem desafios comuns do ambiente corporativo familiar, especialmente no que diz respeito à tomada de decisões, alinhamento entre gerações, preservação do legado empresarial e preparação para processos de transição de liderança. A palestra também irá destacar a importância da organização estratégica e da adoção de boas práticas de gestão para fortalecer a longevidade e a competitividade das empresas no mercado.
 
A palestra faz parte de uma série de capacitações voltada aos registrados. Para proporcionar uma formação ainda mais qualificada, o Core-ES preparou uma programação exclusiva com professores da MMurad/FGV, instituição reconhecida nacionalmente pela excelência em formação executiva e treinamento empresarial.
 
 Palestra “Empresa familiar, governança e processo sucessório”
 
📅 Quando: 22 de maio (sexta-feira)
 
🕜 A partir das 13h30 (credenciamento) – 14h – início da palestra
 
📍Onde:  MMurad/FGV- Rua Desembargador Sampaio, 193 – Praia do Canto, Vitória – ES.
 

Número de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais cai 21,7%

O número de pessoas que buscam emprego há dois anos ou mais caiu 21,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Esse contingente representa 1,089 milhão de pessoas, o menor já registrado desde 2012, quando começou a série histórica da principal pesquisa sobre mercado de trabalho no país.

Em 2025, o país tinha quase 1,4 milhões de pessoas que estavam há pelo menos 24 meses tentando uma ocupação. Já o maior nível foi em 2021, ano de pandemia de covid-19, com 3,5 milhões.

Os recordes fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O patamar mínimo de pessoas à procura de trabalho também se reflete em outras duas faixas temporais.

– de mais de um mês a menos de um ano: 3,380 milhões de pessoas em busca de vaga, recuo de 9,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Nessa faixa, o maior volume foi 7 milhões, em 2021.

– de mais de um ano a menos de dois anos: 718 mil pessoas procuravam emprego, redução de 9% se comparado a 2025. O maior patamar pertence também a 2021, quando eram 2,6 milhões de pessoas nessa situação.

A única faixa temporal que não apresenta recorde mínimo é a de menos de um mês procurando vaga. De janeiro a março o país tinha quase 1,4 milhão de pessoas nessa situação. Esse patamar fica 14,7% abaixo do registrado no ano passado, mas acima do nível de 2014 (1,016 milhão).

A pesquisa do IBGE detalhou o contingente dos 6,6 milhões de desocupados do país nas faixas de tempo de procura:

– Menos de um mês: 21,2% dos desocupados

– Um mês a menos de um ano: 51,4%

– Um ano a menos de dois anos: 10,9%

– Dois anos ou mais: 16,5%

Mercado de trabalho dinâmico


O analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que os patamares mínimos de pessoas à procura de emprego nas faixas de tempo estão relacionados ao desempenho do mercado de trabalho.

“As pessoas estão gastando menos tempo para se realocar. O mercado está mais dinâmico”.

No fim de abril, o IBGE já havia divulgado que a taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, a menor da série histórica.

O pesquisador, no entanto, faz uma ressalva sobre a nova ocupação encontrada: “não necessariamente é melhora na qualidade do trabalho”.

Mais conta própria


A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

William Kratochwill descarta que a redução do desemprego mais longo tenha a ver com o desalento, termo utilizado para definir a situação das pessoas que não procuraram trabalho por acharem que não encontrariam.

“A desistência é um ponto que já podemos descartar. O mercado de trabalho tem se mostrado persistente nas contratações e na manutenção do emprego”.

Ele acrescenta que o aumento no número de pessoas trabalhando por conta própria também colabora para redução do desemprego mais longo.

De acordo com a Pnad, o Brasil tinha 25,9 milhões de trabalhadores por conta própria, o que representa 25,5% da população ocupada no primeiro trimestre de 2026. Nos três primeiros meses de 2012, eram 20,1 milhões de trabalhadores nessa condição.

“Eles tomam a iniciativa de ser seu próprio negócio”, conclui Kratochwill.

Fonte: Agência Brasil

Estratégias de consumo aumentam volume de endividamento

Em uma compra habitual no supermercado, posto de gasolina ou na farmácia, o atendente oferece ao consumidor a possibilidade de parcelar a despesa em até três vezes sem juros. O comprador avalia como vantajosa a oferta e concorda em deixar a prazo aquilo que costumava a pagar de uma vez – à vista ou no cartão de crédito.

A cena acima é cada vez mais comum, como observa a socióloga Adriana Marcolino, diretora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Estamos vendo muitas pessoas utilizando o crediário para pagar contas do orçamento mensal.”

O risco de usar o crédito para despesas ordinárias é desorganizar as contas e fazer do crédito um complemento à renda, quando deveria ser um recurso para produtos de vida longa e grande utilidade.

“O crédito é importante porque financia bens de consumo duráveis e bens de maior valor”, pondera Adriana Marcolino que tem por ofício defender políticas públicas e iniciativas financeiras que resultem em maior poder de compra do trabalhador.

Ansiedade de consumo


A oferta fácil de crédito pode agravar a “ansiedade de consumo”, alerta a economista Katherine Hennings, pesquisadora associada da Fundação Getulio Vargas (FGV) e analista da BRCG Consultoria. “Nós temos um comportamento que é de tentar antecipar ao máximo o que a gente consegue consumir”, diagnostica.

Segundo ela, o modo de agir não é restrito a determinada faixa de renda nem está ligado ao consumo de produtos indispensáveis. A decisão de comprar acaba por responder aos “estímulos” da propaganda, seja nos anúncios dos meios tradicionais ou nas recomendações dos influencers na internet.

“Há diversos apelos à compra, e as pessoas têm acesso ao crédito, o que viabiliza anteciparem o consumo”, descreve a economista. Diante da TV ou da tela do computador sobra oferta, mas falta explicação sobre os efeitos da ansiedade de comprar. “Essa parte, menos glamourosa, de fazer as contas não está sendo feita.”

Parcelas cabem no orçamento?


A consequência de não fazer as contas é se comprometer com mais do que pode e ter que utilizar formas de financiamento com os juros mais altos do mercado, como o cheque especial, o parcelamento direto na operadora de cartão de crédito ou o rotativo do cartão – quando o cliente paga apenas parte da fatura.

De acordo com o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, o consumidor precisa levar em consideração os custos de assumir essas dívidas antes da decisão de comprar. Precisa verificar quanto vai pagar de juros ao comprar parcelado.

“O brasileiro sabe pesquisar o preço de um produto no comércio. Consegue comparar o preço de um item de vestuário, de um eletrodoméstico, ou de um produtor eletroeletrônico. Mas, na hora de tomar o financiamento, tem o hábito de simplesmente verificar se é possível acomodar a prestação dentro do orçamento.”

Crédito não é renda


Outro erro do consumidor brasileiro é raciocinar que o limite do cheque especial ou do cartão de crédito se soma a sua renda, acrescenta a economista Isabela Tavares, responsável pelo acompanhamento de crédito e endividamento da Consultoria Tendências.

“Precisamos entender que o limite do cartão de crédito não é uma renda extra. Temos que conseguir pagar o cartão de crédito com o salário que recebemos no final do mês. Quem ganha R$ 5 mil e tem um limite também de R$ 5 mil não tem renda de R$ 10 mil”, lembra a economista.

Educação financeira


Isabela Tavares, assim como Fabio Bentes e Katherine Hennings, acha necessário que haja mais educação financeira da população para decidir sobre o que, quando e como gastar.

Esse é o trabalho do planejador financeiro Carlos Castro, que criou uma plataforma na internet para fazer educação financeira (SuperRico) e atua em uma associação (Planejar) que forma profissionais para fazer o trabalho de orientação pessoalmente.

Castro elaborou uma cartilha e criou uma calculadora para ajudar as pessoas decidirem como aderir ao Desenrola 2, e se devem usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fazer o refinanciamento proposto no programa do governo federal (veja serviço abaixo).

Para ele, o programa é de emergência, “uma medida de curto prazo”, mas a solução do problema é mais estrutural: “Evitar que o brasileiro volte a se endividar, e continue no mesmo nível de endividamento que temos hoje.”

Inadimplência de 81,7 milhões


De acordo com o Banco Central, a inadimplência das famílias em março no Sistema Financeiro Nacional chegava a R$ 238,5 bilhões – 5,3% do crédito total cedido a elas (R$ 4,5 trilhões). O dado não contempla todos os credores como o comércio e prestadores de serviço.

Na proporção, o percentual do volume do pagamento de empréstimos em atraso pode parecer pequeno. Mas, quando são considerados indicadores sobre a quantidade de pessoas com dívidas não quitadas, os números se tornam mais superlativos.

Conforme a Serasa Experian, 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. Segundo a empresa, a maior parte da dívida em atraso (47,1%) é para bancos e financeiras. De cada 100 devedores, 78 recebem até dois salários mínimos como faixa de renda.

As pessoas com salários mais baixos estão mais vulneráveis a tomar empréstimos ou a fazer dívidas mais caras.

“São pessoas que têm notas de crédito de score mais baixo. Não conseguem, por exemplo, crédito consignado [de juros menores porque é descontado em folha] pois não têm um emprego formal. Assim acabam recorrendo a empréstimos não consignados, cheque especial, ou o rotativo do cartão”, explica Isabel Tavares, da Consultoria Tendências.

Para Adriana Marcolino, diretora técnica do Dieese, o efeito dessas opções de crédito é “drenar uma parte da renda do trabalho para o sistema financeiro. Quanto maiores os juros, maior a parte que vai ficar para o banco.”

Fonte: Agência Brasil

Seminário dos Profissionais de Contabilidade do Sistema Confere/Cores debate modernização, governança e os novos desafios da área contábil 

Teve início nesta terça-feira (12), em Brasília, o Seminário dos Profissionais de Contabilidade do Sistema Confere/Cores, encontro que reúne profissionais da área contábil dos Conselhos Regionais de todo o país para três dias de capacitação, atualização técnica e alinhamento de procedimentos voltados ao fortalecimento da gestão institucional.  

A programação do primeiro dia abordou temas relacionados à evolução da contabilidade no Sistema Confere/Cores, transformação da profissão contábil, Reforma Tributária, auditoria baseada em riscos e impactos contábeis na gestão patrimonial e financeira dos Conselhos. 

Na abertura do evento, o presidente do Confere, Archimedes Cavalcanti Júnior, destacou a importância da qualificação técnica contínua e da integração entre Confere e Cores para o fortalecimento da governança, da transparência e da eficiência administrativa no âmbito do Sistema.  

Um dos destaques da manhã foi a palestra “Os novos rumos da profissão contábil”, ministrada pelo presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra. Durante a apresentação, Joaquim enfatizou a necessidade de reposicionamento do profissional da contabilidade diante das transformações tecnológicas, das novas demandas de governança e da crescente atuação estratégica da área contábil nas organizações.  

Ao abordar o futuro da profissão, o presidente do CFC ressaltou que o contador precisa atuar como agente transformador, estratégico e parceiro dos negócios, unindo conhecimento técnico, visão de gestão, tecnologia e responsabilidade social. Entre as reflexões apresentadas, destacou-se a importância de uma nova mentalidade contábil, voltada não apenas para números, mas também para inteligência estratégica, sustentabilidade e apoio à tomada de decisões.  

Ainda pela manhã, o contador tributarista Ângelo Costa conduziu a palestra “Reforma Tributária e a nova sistemática da declaração de rendimentos”, trazendo uma análise prática sobre as mudanças no sistema tributário brasileiro e seus impactos nos procedimentos fiscais e contábeis.  

Durante a exposição, foram apresentados os novos modelos de incidência tributária, as alterações relacionadas ao IBS e CBS, além das mudanças nos critérios de fato gerador, local da operação e base de cálculo após a Reforma Tributária. O palestrante também detalhou exemplos práticos envolvendo emissão de notas fiscais, operações comerciais e adaptações necessárias nos processos de gestão financeira e contábil.  

No período da tarde, a programação trouxe discussões sobre o Código Brasileiro de Ocupações (CBO) para cargos comissionados no Sistema Confere/Cores, auditoria baseada em riscos e impactos contábeis relacionados ao ativo imobilizado e à conclusão de obras.  

O Seminário dos Profissionais de Contabilidade segue até o dia 14 de maio, com debates voltados à integração de sistemas, padronização do plano de contas, controle interno, dívida ativa, gestão de riscos psicossociais, recuperação de ativos e ferramentas de apoio à gestão contábil e financeira dos Conselhos.  

Core-RJ realiza segunda edição do Café com Conselho

Na última sexta-feira (08), o Core-RJ realizou mais uma edição do Café com Conselho, promovendo um encontro de troca de conhecimento, experiências e diálogo sobre temas relevantes para a atividade de Representação Comercial.
 
O encontro contou com a participação de Tony Correia, ator e escritor, compartilhou experiências ligadas à comunicação, desenvolvimento pessoal e relacionamento interpessoal, ressaltando como essas habilidades impactam diretamente a atuação profissional e a construção de conexões no dia a dia. Na sequência, João Antonio Lopes, advogado, contador e presidente do Grupo Viriato; João Lucas Lopes, contador e CEO do Grupo Viriato, Cynthia Chaves, Advogada do Grupo Viriato e Marcos Monteiro, Gerente Fiscal do Grupo Viriato, abordaram questões relacionadas à Reforma Tributária e seus impactos para a representação comercial. Como realizar um melhor planejamento tributário e a importância da organização financeira para empresas e profissionais da Representação Comercial. 
 
Realizado no auditório do Core-RJ, o evento também foi transmitido ao vivo pelo canal do Grupo Viriato no YouTube, ampliando o alcance do conteúdo e permitindo a participação do público de forma online. A iniciativa reforça o compromisso do Core-RJ em promover ações voltadas à valorização da categoria, incentivando a qualificação, o networking e o acesso a conteúdos relevantes para o exercício da Representação Comercial.