Core-SP inicia as comemorações do mês do representante comercial
O Core-SP iniciou, nesta quinta-feira (1º/10), as comemorações do mês do representante comercial com uma programação especial dedicada à categoria. Realizado no Hotel Nacional Inn Jaraguá, em São Paulo, o encontro reuniu profissionais para uma tarde de conhecimento, troca de experiências, networking e valorização da Representação Comercial.
A iniciativa marcou o Dia Pan-Americano do Representante Comercial e reforçou a importância de uma profissão que ocupa papel fundamental na geração de negócios e na relação entre empresas e clientes. Ao longo da programação, temas atuais e diretamente ligados à rotina dos profissionais estiveram em pauta, aliando atualização técnica a ferramentas práticas para o desenvolvimento da atividade.
A abertura institucional foi conduzida pelo presidente do Core-SP, Fábio Lofrano. O presidente do Confere, Archimedes Cavalcanti Júnior, prestigiou o evento e ressaltou a importância da valorização e do reconhecimento dos profissionais que constroem diariamente a história da Representação Comercial.
“Hoje é um dia de reconhecer quem está na estrada, quem visita clientes, abre mercados, constrói relações de confiança e faz negócios acontecerem todos os dias. O representante comercial tem uma participação muito importante na economia e merece ter sua profissão cada vez mais respeitada e valorizada. É por esses profissionais e pela defesa de seus direitos que o Sistema Confere/Cores trabalha diariamente”, destacou Lofrano.
Em seguida, o contador e advogado tributarista Anderson Moura ministrou a palestra “Reforma Tributária – Impactos Práticos, Atualizações e Reflexos para Empresas e Profissionais”, trazendo para o debate as mudanças no sistema tributário e seus possíveis reflexos na rotina de empresas e representantes comerciais.
A programação também contou com duas rodadas de oficinas práticas, com temas escolhidos a partir de demandas presentes no cotidiano profissional. Os participantes tiveram acesso a conteúdos sobre WhatsApp Business, LinkedIn para o Representante Comercial, Segmentação de Carteira de Clientes, Ferramentas Digitais e Controle de Contas a Pagar e Receber. Algumas das oficinas chegaram ao dia do evento com as vagas esgotadas.
Além da capacitação, o encontro reservou espaço para networking e para a entrega de homenagens e honrarias, reconhecendo trajetórias e contribuições à Representação Comercial.
A programação contou ainda com a palestra magna “Como Vender em Novos Tempos”, ministrada pelo empresário e escritor Eduardo Tevah. A apresentação abordou as transformações no mercado, as mudanças no perfil dos clientes e a necessidade de adaptação das estratégias comerciais diante das novas formas de fazer negócios.
O encerramento foi marcado por homenagens aos profissionais que construíram uma longa trajetória na Representação Comercial. Representantes comerciais com 25 e 45 anos de registro no Core-SP receberam o Troféu O Mascate, em reconhecimento à dedicação e à contribuição de cada um para a profissão.
O evento integra as ações institucionais realizadas em torno do Dia Pan-Americano do Representante Comercial, celebrado em 1º de outubro, data dedicada ao reconhecimento dos profissionais que fazem da Representação Comercial sua trajetória e seu trabalho.
Core-SP celebra Dia do Representante Comercial com programação voltada à qualificação e integração da categoria
O Core-SP celebra, hoje, 1º de outubro, o Dia do Representante Comercial com uma programação dedicada à qualificação profissional, à atualização de conhecimentos e à integração da categoria. O evento é realizado no Hotel Nacional Inn Jaraguá, na região da Consolação, em São Paulo.
As atividades terão início às 13h30, com o credenciamento dos participantes, seguido da abertura institucional conduzida pela Diretoria do Core-SP. Ao longo da tarde, a programação reunirá palestras, oficinas práticas e momentos de interação entre representantes comerciais.
A primeira palestra, às 14h20, abordará a Reforma Tributária, seus impactos práticos, atualizações e reflexos para empresas e profissionais, e será ministrada pelo contador e advogado tributarista, Anderson Moura. O tema busca apresentar as principais mudanças e seus possíveis efeitos sobre a atividade empresarial e profissional.
Na sequência, a programação será dedicada às oficinas práticas, organizadas em duas rodadas. A proposta é trabalhar conteúdos diretamente relacionados ao cotidiano da representação comercial, com atividades voltadas à aplicação dos conhecimentos e à utilização de ferramentas no dia a dia profissional.
Na primeira etapa, às 15h30, os participantes poderão escolher entre os temas WhatsApp Business, LinkedIn para o Representante Comercial, Segmentação de Carteira de Clientes e Ferramentas Digitais. No segundo bloco, às 16h30, as opções incluem Controle de Contas a Pagar e Receber para Representantes Comerciais, LinkedIn para o Representante Comercial, Segmentação de Carteira de Clientes e Ferramentas Digitais.
A programação também contempla um momento de networking, às 17h20, seguido, às 17h50, da solenidade de homenagens e honrarias. O encerramento das atividades está previsto para as 18h45, com a palestra magna “Como Vender em Novos Tempos”, ministrada pelo empresário e escritor Eduardo Tevah.
O Dia Pan-Americano do Representante Comercial é celebrado anualmente em 1º de outubro, data que marca a importância da categoria para a atividade econômica e para a conexão entre empresas, fornecedores e mercados.
Colaboradores do Confere apoiam o Setembro Amarelo
Em referência ao Setembro Amarelo, a equipe do Confere vestiu amarelo nesta segunda-feira (29), em uma ação de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio e da valorização da vida. A iniciativa reuniu os colaboradores em torno da campanha, que busca ampliar o diálogo sobre saúde mental e incentivar a atenção, o cuidado e o acolhimento.
Além de vestir a cor que simboliza a campanha, os colaboradores participaram de uma dinâmica de troca de mensagens. Cada um recebeu frases de carinho, incentivo e reconhecimento dos colegas, com palavras como “Você é especial”, “Sua presença faz diferença”, “Que bom ter você por perto” e “Você faz o meu dia melhor”.
A atividade proporcionou um momento de integração e reforçou a importância de demonstrar, também no ambiente de trabalho, o quanto cada pessoa é importante para aqueles com quem convive.
Uma ação simbólica, mas o momento trouxe uma mensagem simples: uma palavra de carinho, atenção e gentileza pode fazer diferença no dia de alguém.
Palestra com Daniel Morato, São Luís-MA
Dívida Pública Federal fica estável em agosto e chega a R$ 9,29 tri
A Dívida Pública Federal (DPF) ficou estável em agosto e encerrou o mês em R$ 9,293 trilhões, com alta de apenas 0,04%. O número foi divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Tesouro Nacional. Em julho, o indicador estava em R$ 9,289 trilhões.
O avanço ocorreu mesmo com o Tesouro resgatando R$ 84,43 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Isso porque a incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros mais que compensou o efeito dos resgates e manteve o estoque da dívida em alta.
Por meio da incorporação de juros, o Tesouro reconhece, mês a mês, os juros que incidem sobre a dívida pública. A previsão do Tesouro é de que a DPF termine 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Dívida interna
A maior parte da dívida está concentrada no mercado doméstico.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) recuou 0,05% em agosto e terminou o mês em R$ 8,944 trilhões.
Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) avançou 2,41%, para R$ 348,26 bilhões, dos quais:
- R$ 299,70 bilhões correspondem à dívida mobiliária;
- R$ 48,56 bilhões são relativos à dívida contratual (como financiamentos estrangeiros).
Selic ganha espaço
Um dos destaques do relatório foi o aumento da participação dos títulos vinculados à taxa Selic.
A parcela desses papéis passou de 51,11% em julho para 52,74% em agosto, o maior nível da série histórica, segundo o Tesouro.
A composição da dívida ficou da seguinte forma:
- 52,74% em títulos de taxa flutuante (Selic);
- 23,22% em títulos indexados à inflação;
- 20,31% em títulos prefixados;
- 3,74% em títulos cambiais.
O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 prevê participação entre 49% e 53% para os títulos atrelados à Taxa Selic. A estimativa foi revista para cima no mês passado.
Prazo aumenta
O prazo médio da dívida também apresentou melhora em agosto. O indicador passou de 4,05 anos para 4,10 anos.
Ao mesmo tempo, a parcela da dívida com vencimento em até 12 meses caiu de 18,91% para 16,39%.
O custo médio acumulado em 12 meses passou de 12,45% ao ano, em julho, para 12,59% ao ano, em agosto.
Reserva recua
A reserva de liquidez do Tesouro Nacional, conhecida como colchão da dívida, caiu 11,89% em termos nominais durante agosto.
O volume passou de R$ 1,37 trilhão em julho para R$ 1,208 trilhão no mês seguinte.
Apesar da redução, o Tesouro informou que o nível atual é suficiente para cobrir aproximadamente 7,18 meses dos vencimentos da dívida.
A reserva reúne recursos destinados exclusivamente ao pagamento da dívida e valores em caixa provenientes da emissão de títulos.
Estrangeiros avançam
A participação de investidores estrangeiros no estoque da dívida interna também aumentou. A fatia passou de 9,82% em julho para 9,91% em agosto.
Em valores nominais, o estoque de títulos em poder de investidores não residentes no país subiu de R$ 879,07 bilhões para R$ 886,3 bilhões.
As instituições financeiras continuam como os principais detentores dos títulos, com 31,22% do estoque.
Na sequência aparecem:
- Fundos de investimento: 22,52%;
- Previdência: 22,63%;
- Seguradoras: 3,34%.
Por que a dívida cresce?
A dívida pública pode aumentar mesmo quando o governo resgata mais títulos do que emite.
Foi o que ocorreu em agosto: o Tesouro realizou um resgate líquido de R$ 84,43 bilhões, mas os juros incorporados ao estoque chegaram a R$ 88,39 bilhões.
Na prática, os juros acrescentados ao saldo devedor superaram o efeito da redução provocada pelos resgates.
O Tesouro informou ainda que o cenário internacional continua marcado por volatilidade, enquanto a composição da dívida vem refletindo o ambiente de juros elevados e incertezas.
Previsão
O Tesouro mantém para 2026 a previsão de que a Dívida Pública Federal termine o ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Segundo o órgão, a expectativa é reduzir gradualmente a participação dos títulos de taxa flutuante caso o país volte a registrar superávits primários de forma estrutural.
Por meio da dívida pública, o governo pega recursos emprestados dos investidores para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser prefixada (definida com antecedência) ou seguir a Taxa Selic, a inflação e o câmbio.
Fonte: Agência Brasil
Core-MT celebra Dia do Representante Comercial com palestra e homenagens em Cuiabá
Em comemoração ao Dia do Representante Comercial, o Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado de Mato Grosso (Core-MT) promoveu, nesta sexta-feira (25/9), em Cuiabá, um encontro dedicado à valorização da categoria e ao aprimoramento profissional. A programação contou com a palestra de Daniel Morato, realizada com o apoio do Conselho Federal dos Representantes Comerciais (Confere).
Cuiabá marcou a estreia do ciclo de palestras com Daniel Morato, iniciativa que percorrerá diferentes estados do país levando aos representantes comerciais conteúdos voltados ao desenvolvimento profissional, à organização da atividade e à melhoria dos resultados.
Realizado no auditório da Fecomércio-MT, o encontro reuniu representantes comerciais para uma noite de conhecimento, troca de experiências, integração e reconhecimento àqueles que contribuem para o fortalecimento da profissão.
Com o tema “Mais pedidos. Menos desculpas – Como sair do improviso, construir uma rotina comercial que gere resultados”, Daniel Morato apresentou estratégias voltadas à organização da atividade comercial, à construção de uma rotina mais eficiente e ao fortalecimento do relacionamento com os clientes.
Durante a palestra, Morato destacou a importância de substituir o improviso por processos comerciais mais consistentes, mostrando como disciplina, planejamento e organização podem contribuir para resultados mais duradouros na atividade.
Presente ao evento, o presidente do Confere, Archimedes Cavalcanti Júnior, ressaltou que iniciativas de capacitação fazem parte do compromisso do Sistema Confere/Cores com o desenvolvimento dos profissionais da categoria.
“O mercado está em constante transformação, e o representante comercial precisa acompanhar esse movimento. Quando apoiamos iniciativas como esta, estamos investindo em conhecimento, profissionalização e em ferramentas que podem contribuir diretamente para o dia a dia e para os resultados dos nossos profissionais. Esse trabalho conjunto entre o Confere e os Cores fortalece a Representação Comercial em todo o país”, afirmou Archimedes.
Para o presidente do Core-MT, João Carlos Gasparetto, a programação representa também uma oportunidade de aproximar o Conselho dos profissionais e celebrar a importância da categoria para a economia mato-grossense.
“Queremos um Core cada vez mais próximo do representante comercial. Além de celebrar esta data tão importante para nós, buscamos proporcionar momentos que realmente agreguem conhecimento e possam ser levados para a rotina profissional. É uma satisfação reunir a categoria, trocar experiências e oferecer uma programação pensada para quem vive diariamente os desafios e as oportunidades da Representação Comercial”, destacou Gasparetto.
Reconhecimento à trajetória dos dirigentes do Core-MT
A noite também foi marcada pela entrega da Comenda Dr. Plínio Affonso de Farias Mello ao diretor-presidente do Core-MT, João Carlos Gasparetto, e ao diretor-secretário, Alan Cosine Soares, em reconhecimento às suas trajetórias e aos relevantes serviços prestados em prol do desenvolvimento e do fortalecimento da Representação Comercial no Estado de Mato Grosso e em todo o Brasil.
Representante comercial desde 1983, no segmento de calçados, Gasparetto está à frente do Core-MT desde 2022. Sua trajetória de atuação em defesa da categoria antecede a gestão no Conselho: foi um dos fundadores da Associação dos Representantes Comerciais de Mato Grosso (Assorep-MT), onde exerceu diferentes funções ao longo de quatro gestões, incluindo a presidência da entidade.
Também homenageado, Alan Cosine Soares atua como representante comercial desde 2000, no segmento de materiais de construção, e ocupa o cargo de diretor-secretário do Core-MT desde 2022.
Envelhecimento da população muda estratégia dos supermercados
O envelhecimento da população está transformando a maneira como os brasileiros compram alimentos e produtos para o lar e já exige dos supermercados uma revisão da lógica tradicional de sortimento. Ao mesmo tempo em que aumenta a participação dos idosos nos domicílios, as famílias ficam menores e cresce o número de pessoas que vivem sozinhas. Como resultado, o consumidor tende a fazer compras menores e mais frequentes, enquanto categorias, embalagens, formatos de loja e estratégias de relacionamento precisam acompanhar uma nova realidade de consumo.
Famílias menores e novas missões de compra
O envelhecimento da população acontece paralelamente a uma transformação na composição dos domicílios brasileiros. O número médio de moradores por residência caiu de 3,8 pessoas em 2000 para cerca de 2,8 em 2022. Além disso, os domicílios formados por apenas uma pessoa passaram de 7,5 milhões em 2012 para 15,6 milhões em 2025, crescimento de 109,8% em 13 anos.
Nesse contexto, o tradicional modelo de abastecimento mensal, caracterizado por carrinhos maiores e embalagens econômicas, perde espaço. Em seu lugar, ganham relevância compras de reposição, realizadas com maior frequência e orientadas pela conveniência.
Para Fernando Gibotti, cofundador da Rock Encantech, a transformação altera a própria lógica de consumo. Durante décadas, supermercados e indústrias desenvolveram produtos e lojas pensando principalmente em famílias maiores. Agora, domicílios com duas pessoas e pessoas vivendo sozinhas representam uma realidade que precisa ser considerada na definição do sortimento.
Portanto, o envelhecimento da população não deve ser analisado isoladamente. Ele faz parte de uma mudança demográfica mais ampla, que também envolve a queda da natalidade e a redução do tamanho médio das famílias.
Como o envelhecimento da população altera a cesta
A frequência de compra ajuda a demonstrar essa mudança. Dados apresentados pela Kantar mostram que, entre os consumidores mais velhos, a frequência chega a 3,8 compras por semana, enquanto o volume médio por viagem é de 6,5 unidades. Entre os millennials, a frequência é até 3,6 vezes menor, mas o volume por viagem chega a sete unidades.
Ou seja, o envelhecimento da população também modifica a relação entre frequência e volume. Consumidores mais velhos podem realizar compras menores com maior regularidade, comportamento associado, entre outros fatores, à maior disponibilidade de tempo para buscar melhores ocasiões e preços.
A composição da cesta também muda. Entre os consumidores mais velhos, laticínios e bebidas apresentam 8% de relevância acima da média dos demais lares. Já entre os millennials, a higiene concentra parcela importante do orçamento, chegando a 13%, com as fraldas representando 5%. Nesse sentido, compreender o envelhecimento da população significa observar não apenas quanto o consumidor compra, mas também quais categorias ganham espaço em sua cesta.
Embalagens menores ganham relevância
O envelhecimento da população e o crescimento dos domicílios menores também colocam as embalagens no centro da discussão sobre sortimento. Produtos em porções menores, refeições prontas e semiprontas, proteínas fracionadas, frutas e legumes higienizados, saladas prontas, congelados premium e kits culinários aparecem como categorias com potencial de maior aderência a essa nova realidade.
Além disso, o desperdício passa a pesar na percepção de valor. O material analisado aponta que aproximadamente 20% a 25% do desperdício doméstico de alimentos está relacionado às embalagens, seja pelo tamanho inadequado, pela dificuldade de aproveitamento completo ou pela baixa capacidade de conservação.
Assim, o envelhecimento da população reforça uma necessidade que ultrapassa a simples redução de gramatura. Embalagens fracionadas, porções individuais, sistemas abre e fecha e formatos capazes de preservar melhor os alimentos podem responder de maneira mais precisa às necessidades de diferentes domicílios.
Lojas mais próximas e sortimento mais preciso
O envelhecimento da população também interfere na escolha do local de compra. A população idosa tende a priorizar estabelecimentos próximos de casa e com menor tempo de deslocamento. Por isso, lojas menores, mais próximas da residência e com um mix mais assertivo ganham importância.
Um exemplo apresentado pela Rock Encantech é o Westside Market NYC, que adaptou seu mix depois de identificar, por meio da análise de dados, uma forte preferência da população mais envelhecida do entorno por produtos prontos.
Portanto, o envelhecimento da população mostra que não existe necessariamente um sortimento ideal para toda a rede. O melhor mix é aquele que considera o perfil demográfico e os hábitos de consumo da região de influência de cada unidade.
CRM e tecnologia para entender o consumidor
Nesse cenário, CRM, inteligência artificial, programas de fidelidade e inteligência geográfica passam a ter papel estratégico. Essas ferramentas permitem identificar características demográficas e comportamentais dos consumidores e, consequentemente, apoiar decisões mais precisas sobre o mix.
Para o envelhecimento da população, essa inteligência pode significar uma mudança importante na forma como o supermercado administra suas unidades. Em vez de trabalhar apenas com padronização, o varejo pode utilizar dados para compreender quem frequenta cada loja, quais categorias procura e como realiza suas compras.
Além disso, o CRM precisa considerar uma comunicação adequada ao público mais velho. Informações claras, linguagem acessível e benefícios alinhados às necessidades desse consumidor podem contribuir para uma experiência de compra mais inclusiva.
Acessibilidade também entra na estratégia
O impacto do envelhecimento da população não termina na composição das gôndolas. A experiência dentro da loja também precisa acompanhar a mudança demográfica.
Entre as medidas apontadas no material estão etiquetas com fontes maiores e informações mais legíveis, facilitando a visualização dos nomes e preços dos produtos. Da mesma forma, os colaboradores, especialmente nos caixas, precisam estar preparados para atender consumidores idosos com clareza e paciência, inclusive durante o cadastramento em programas de fidelidade.
Nesse sentido, a tecnologia precisa vir acompanhada de uma experiência acessível. O envelhecimento da população exige que o varejo considere tanto a eficiência da operação quanto a facilidade de interação do consumidor com a loja.
Mais valor, menos volume
O envelhecimento da população também altera a lógica competitiva dos supermercados. Durante décadas, aumentar o volume vendido esteve diretamente associado ao crescimento. Agora, a capacidade de compreender melhor o consumidor ganha importância.
Preço continua relevante, mas fatores como praticidade, saudabilidade, validade, conveniência e redução do desperdício passam a ter peso na percepção de valor. Consequentemente, vender mais unidades deixa de ser o único indicador para compreender a relação com o cliente.
Para o supermercado, o desafio está em transformar a mudança demográfica em inteligência comercial. O envelhecimento da população, combinado à redução do tamanho das famílias e ao avanço dos domicílios unipessoais, indica que o varejo precisa conhecer cada vez melhor a população atendida por suas lojas.
A partir dessa compreensão, sortimento, embalagem, formato de loja, comunicação, acessibilidade e relacionamento podem ser ajustados de maneira mais precisa. Afinal, o comportamento de compra é definido pelas características e necessidades de cada domicílio — e essas características estão mudando.
Fonte: Super Varejo
Palestra com Daniel Morato, Porto Alegre-RS
2026 – RESOLUÇÃO Nº 2.203
Corrige os valores máximos autorizados pela Lei nº 4.886, de 09.12.1965, com as alterações da Lei nº 12.246, de 27.05.2010, e fixa as anuidades para o exercicio de 2027, que serdo cobradas pelos Conselhos Regionais dos Representantes Comerciais das pessoas fisicas e juridicas neles registradas e da outras providências.